Sábado, 24 de Maio de 2008

Riquezas

As nossas riquezas Desde que o governo anunciou as medidas drásticas de combate ao défice, que os portugueses pensam que estão mais pobres. Diz-se frequentemente: “estamos a perder a nossa riqueza”. Com estas medidas, provávelmente iremos menos vezes ao cinema, compraremos menos um par de sapatos, menos uma gravata, menos uma peça de vestuário que vimos numa montra e que é um encanto. Em suma, deixamos de usufruir de alguns prazeres a que estavamos habituados. Perdemos algum dinheiro, é certo. Mas, riqueza!!! É uma situação de crise, que temos de enfrentar e com ela conviver. Não podemos desanimar!. Temos de olhar em frente e com confiança!. Sem dúvida, perdemos alguns prazeres, mas se alterarmos o nosso temperamento podemos criar novos hábitos que nos vão dar outros prazeres e alegrias que além de encherem as nossas vidas, nos vão ajudar a enfrentar a crise: Quanto custa o prazer que temos ao apreciar as maravilhas da natureza, ver um por do sol, uma bela paisagem ou até a brincadeira das crianças no recreio da escola?. Quanto custa o prazer que sentimos ao ouvir o canto das aves, o choro de um bébé acabado de nascer ou simplesmente alguém nos dizer que é nosso amigo? Quanto custa o prazer de ajudar os outros, de os ver felizes, de nos sentirmos úteis, de sermos estimados e amados? Quanto custam os prazeres que podemos tirar dos nossos sentidos? São prazeres de custo zero. E no entanto são riquezas que podem encher vidas muito pobres. Não serão estas as nossas verdadeiras riquezas? Quantos portugueses saberão que as têm e terão a faculdade de encontrar nelas prazeres que dinheiro nenhum paga? Estamos perder a nossa riqueza ou não sabemos a que temos!!!?. Jcm-pq
publicado por jcm-pq às 12:13
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Solidão e stress

Solidão e stress

 

 Hoje em dia, com o conceito de família em degradação, verificamos que cada vez há mais pessoas a viver sozinhas. Pelo menos, longas temporadas. As razões são diversas: Opção própria, casamentos desfeitos e namoros acabados são as mais comuns.

Viver sozinho por opção, é um facto aceite, voluntariamente, que raramente provoca danos morais e ou psicológicos. Um divórcio, litigioso ou não, provoca sempre grandes perturbações nos seus autores. Normalmente um fica com a casa e com os filhos, quando existem, e o outro sai. Tanto um como o outro até refazerem a vida, ou não, sentem-se sós. Por vezes entram em grandes depressões de difícil recuperação. Os namoros acabados, são outro drama!. Sobretudo namoros de seis, sete, oito anos e mais. Na maior parte já com casa própria e a viverem juntos há algum tempo. Por qualquer motivo, decidem romper a relação. Cada um vai para seu lado. Normalmente um vai para casa dos pais e o outro fica a viver sozinho. As consequências sã diversas e imprevisíveis: Desde a depressão ao suicídio pode acontecer de tudo.

É frequente ouvir pessoas nesta situação, ou que passaram por ela, a queixarem-se de stress, devido á solidão. É natural que o choque seja grande!. Afinal foi o corte de uma relação que já durava há algum tempo e que foi criada com sentimento e amor!.

Acredito que não seja fácil!. Mas, as pessoas, são pessoas e pensam!... Têm de reagir!... Não podem deixar-se abater por isso!... Têm de ser criativas e combater da depressão e o tal stress da solidão!... – Mas como?, Meter-se com um psicólogo, ou há alguma terapia especial?.  - Tratamento psicológico vigiado é uma possibilidade a considerar e talvez a mais fácil e cómoda. Os resultados é que podem ficar aquém dos esperados!... Em alternativa penso que cada um por si pode criar uma terapia própria, simples e sem custos.

Aceitemos como certo o seguinte princípio: “A solidão está na nossa mente. Se a educarmos, nunca mais nos sentimos sós”.

E, eis a terapia: “Educar a mente”. Como aplicá-la? – É simples. Vejamos:

- Se não temos com quem falar… Falamos com o nosso espírito!... Em casa podemos falar alto e com bom som. Na rua em surdina para não nos chamarem “maluquinhos”. E, mesmo na rua, se pusermos uns auscultadores nos ouvidos, podemos falar no tom que quisermos. “Está a falar ao telemóvel” – pensam os outros.

- Se andamos na rua, como é que estamos sozinhos?... Há tanta gente e tanta coisa ao nosso redor!... Podemos é não falar com as pessoas, mas se quisermos, podemos fazê-lo!... É natural que, bem perto, haja outra pessoa na mesma situação!.. Basta estarmos atentos e aproveitar a oportunidade quando surge!.

- Em dias de sol, temos sempre algo que nos acompanha: A nossa sombra. É o nosso par!... A nossa companheira de viagem … Com quem, também, podemos falar!...

- Á noite!... Pode ser mais complicado!... Mas, temos as nossas coisas: Vestuário, relógio, óculos e outros adornos com quem podemos falar!... É, só questão de imaginação. – Lembremos o termo antigo “Falando com os meus botões” e aceitemos que “uma cadeira junta com um vaso, é um par impossível, mas feliz”.

Por onde quer que andemos nunca estamos sós. O espírito, a sombra e a imaginação são  companheiros inseparáveis.

Obviamente, que isto é um exercício mental, cujo objectivo é desviar a preocupação, o desgosto e a mágoa, como forma de aliviar o sofrimento e combater o famigerado stress. É, um exercício, que vale a pena fazer, repetidamente!... Se, de cada vez, resultar só um minuto, já é bom!... Sessenta minutos fazem uma hora e vinte e quatro horas fazem um dia!... É, preciso, é ter isto na mente e tentar!... Tentar!... Tentar!...

 

Jcm.pq

 

publicado por jcm-pq às 11:52
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Solidão

A SOLIDÃO

 

Hoje em dia o tema da solidão é bastante falado e discutido nos órgãos de comunicação social. Referem-se, essencialmente, á solidão a que muitos idosos estão sujeitos por não terem família ou esta estar ausente, por dificuldades económicas, por terem sido abandonados ou outros motivos desconhecidos.

Visto assim, até parece que os únicos motivos da solidão são a inexistência de convívio, vivência ou habitabilidade com outras pessoas, e que é um problema exclusivo de velhos e pobres.

A meu ver, o tema “solidão” é bem mais vasto. É um problema social, bastante complexo , e está longe de se esgotar aqui.

No dia a dia a viver em sociedade, deparamos com um sem fim de limitações e privações, de natureza diferente: Na partilha de ideias, no acesso ao que gostamos, no desfruto de uma vida condigna, no emprego, no ensino, etc… Todas estas privações nos são impostas directa ou indirectamente por motivos políticos, económicos ou religiosos, em suma, pela organização da sociedade.

Quando sujeitos a estas ou outras privações, sentimo-nos descriminados, sós e infelizes. Sem darmos por isso, sentimos a solidão. De forma diferente, é certo, mas é solidão.

Vistas as coisas deste modo, todo o ser humano, sem excepção, a sente. Não há ninguém no mundo, que diga estar completamente satisfeito. Toda a gente tem alguma necessidade, aspiração ou desejo por concretizar.

Cada estado de solidão provoca efeitos mais ou menos profundos, consoante o grau de importância que o próprio lhe atribui. A falta de companhia, a divergência de ideias, o confronto de maneiras de ser, o confronte de gerações etc..., não são vistos nem sentidos por todos da mesma forma.

Não estarei muito longe da verdade, se afirmar que a solidão vista assim, é a causa da felicidade e infelicidade do ser humano, é a causa dos disparates, distúrbios, roubos e violências praticados no mundo.

Sendo assim, o problema é de todos e não exclusivo de alguns. Todos temos a nossa quota parte de responsabilidade.

Seria utópico pensar num mundo perfeito. Mas pensar num mundo melhor, é viável. Para isso, não chegam as políticas ou lutas colectivas. É importante e primordial a luta e empenhamento individual. Cada um por si, pode, por um lado amenizar os estados depressivos ou de solidão, por via da meditação ou auto crítica, imaginando coisas belas e pensando positivo, por outro lado, dinamizando contactos com outros, mostrando as suas fraquezas e fortalezas no sentido de ajudar e ser ajudado.

Com estes procedimentos combateriamos a solidão, idependentemente a sua natureza, e contribuiríamos para a construção de um mundo melhor.

 

    Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 08:56
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