Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Mundial (foi-se)

Não tenho conhecimentos de futebol que me permitam ajuizar correctamente sobre tácticas, técnicas e outras valências afins. Isto é, não sei discutir futebol!. Já tentei trocar impressões com entendidos, ou pelo menos assim parecem, e fiquei na mesma!. Têm sempre argumentação para defender o seu clube ou ídolo: O clube é o melhor de todos!. Quando perde, a culpa é dos árbitros; o ídolo é sempre o melhor jogador em campo! Se não marca é devido ao excesso de marcação do adversário, mas liberta outros!. Como não tenho contra argumentação para rebater, desisti!. Vejo os jogos que me agradam e comento com os meus botões!.

Este texto é uma excepção!. Fi-lo, porque, com mágoa minha, fomos, ontem, eliminados do mundial e fiquei com dois “ruídos” na cabeça que me fazem confusão:

Primeiro: A selecção é composta por um leque de bons jogadores. Quase todos jogam em grandes clubes europeus e há noticia de que são uma mais valia para esses clubes!. Marcam golos e assistem nas marcações!. Mas, pelo que me apercebi, as grandes figuras da selecção, neste mundial, foram o Eduardo, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Tiago e Bruno Alves!. Claro que os outros também jogaram!. Senão, nem aos oitavos chegávamos!. Lembro o jogo com a Coreia do Norte!. Mas, na verdade não vi que brilhassem como brilham nos clubes onde jogam!!!.

Segundo: Temos na selecção o melhor jogador do mundo – O Cristiano Ronaldo. Jogou no Manchester e joga, actualmente, no Real Madrid: Em qualquer destes clubes marcou e marca, esplêndidos, golos; assistiu e assiste em, extraordinárias, marcações de colegas; é visível, quer em lances de bola parada, quer em movimentações rápidas. Mas, na selecção além da troca de galhardetes e do jogo com a Coreia, onde é que esteve o Cristiano Ronaldo do Manchester; O Cristiano Ronaldo do Real Madrid; ou melhor, onde esteve o melhor jogador do mundo???!!!.

Se neste momento, não tivesse estes “ruídos” na cabeça, provavelmente estaríamos na final!!!.

 

 

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 18:46
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Sábado, 26 de Junho de 2010

O São João no Porto

O S. João, um dos mais popularizados Santos, é festejado no Porto com toda a pompa e circunstância, mantendo a tradição que já vem de séculos. Segundo Hélder Pacheco, pesquisador das memórias populares tripeiras, o cronista Fernão Lopes já mencionava o S. João nas crónicas de D. João I.

Os festejos, de cariz popular, são preparados de forma discreta ao longo do dia. O início, propriamente dito, dá-se a seguir ao, tradicional, jantar de sardinhas assadas acompanhadas por boas saladas e vinho tinto ou verde. Terminado o jantar, os grupos de amigos reúnem-se nos locais, previamente, programados para darem início ás rusgas. O circuito tradicional, obrigatório, das rusgas é bastante longo: Fontainhas, Rua Alexandre Herculano, Praça da Batalha, Rua de Santa Catarina, Rua Formosa, Rua Sá da Bandeira, Rua Passos Manuel, Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados. O percurso junta milhares de pessoas, munidas de martelinhos de plástico, que se movimentam agilmente, dando pancadinhas com o respectivo martelinho, nas cabeças daqueles com quem se cruzam. Antigamente, em vez dos martelinhos havia alhos porros e molhos de cidreira. Daí, o cheiro característico que se fazia sentir na cidade. Os bairros circunscritos na área das festas, organizam bailes que duram até altas horas da madrugada.

Nos dias de hoje, o S. João espalhou-se pela cidade e arredores. É festejado em discotecas, pubs e restaurantes. Tornou-se mais selectivo e cosmopolita. Perdeu um pouco a graça e a virtude de festa onde ricos e pobres conviviam uma noite de inteira fraternidade. As pancadinhas eram e são dadas indiscriminadamente sem olhar a status sociais e ninguém se zanga ou melindra. No entanto muita da tradição ainda se mantém: Os manjericos, as tendas das fogaças, as farturas, as barracas da sardinha assada; o lançamento de balões ao longo da noite e o fogo de artificio á meia noite.

A descrição fica muito aquém da realidade. Só ao vivo se pode apreciar tal beleza. É um festa sem igual no país. Quem puder deve assistir, nem que seja só uma vez, e garanto que não se vai arrepender!... Viva o São João.

 

 

Nota: Pesquisa diversa não identificada.

 

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 17:34
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

As Noivas de Santo António

 

A fama, casamenteira, de Santo António já vem de longe. O facto ou os factos que originaram esta fama, acho que ninguém sabe. Contam-se muitas histórias e contos de como começou, mas não há certezas!...

Um conto que conheço, relativo á fama, até tem alguma piada!.. O gesto que podia ter provocado um acidente, deu em casamento!... Foi assim: Uma bonita jovem donzela, com idade casadoira, esperava há muito que um noivo a procurasse. Esperou!.. Esperou!... e nada. Já farta de tanto esperar, arranjou uma estatua de Santo António, o padroeiro da sua terra. Num canto do quarto, fez um altar onde expôs, num pequeno pedestal, o Santo. Acendeu uma lamparina, de azeite, que procurou manter acesa dia e noite. Todos dias, ao deitar, ajoelhava frente ao santo e orava para que lhe arranjasse um namorado!... Se não houver um mancebo novo, contento-me com um velhote, desde que não ande de muletas!... Rogava na sua oração!... Repetiu o ritual durante semanas, meses, anos … e nada aconteceu!.

Certa manhã, em vez de orar, lamentou a ingratidão do Santo. – Tanto azeite gasto!... Tanta oração!... Deves estar surdo!... Eu, que nem sou esquisita, não mereço que não me ouças!... – Desvairada, pegou no Santo e atirou-o pela janela, no momento em que sua mãe entrava no quarto, atraída pelas lamentações!... – Blasfemaste e cometeste um ultraje. Valha-te Santo António, filha!... – Repreendeu a mãe, benzendo-se.

Passava na rua, um jovem cavaleiro, bonito e alegre, que levou com a imagem do Santo na cabeça!... Se não fosse o capacete, teria sido derrubado do cavalo, provavelmente, com um valente “galo”. Com cortesia, desmontou, pegou na estátua, que por milagre ficou intacta, e subiu as escadas exteriores da casa para devolver a imagem. Quem abriu a porta, por notável coincidência, foi a donzela. Perante a beleza da rapariga, o jovem cavaleiro apaixonou-se e passado pouco tempo casaram. … Milagre de Santo António!...

Os jogos também fazem parte da fama .

Em tempos idos, por brincadeira, as raparigas em idade de casar e sem noivo, faziam dois jogos com Santo António. Ambos na véspera do dia do Santo:

Um consistia em encher um alguidar com água e meter dentro, enrolados, como sendo rifas, papelinhos com os nomes daqueles com quem gostariam de casar. Á noite colocavam o alguidar debaixo da cama. No dia seguinte o papel que estivesse mais desenrolado, revelava o nome daquele que iria ter como marido.

O outro, faziam três bolinhas de massa de pão, e introduziam numa delas um grão de pimenta. Uma bolinha punham debaixo do travesseiro; outra atrás da porta e a outra atiravam pela janela fora. No dia seguinte, viam onde estava a bolinha com o grão de pimenta. Se estivesse: debaixo do travesseiro, o casamento seria breve; detrás da porta, casariam tarde; se foi para rua, nunca casariam!...

Durante muito e muito tempo, os noivados de Santo António não passavam destes jogos ou preces para as mais crentes.

Entretanto as coisas mudaram. A comunicação social e o marketing, meteram-se no assunto e aproveitando a fama do Santo, deram-lhe uma notoriedade diferente.

Todos sabemos que o mês de Junho é o mês dos Santos Populares. Santo António, S. João e S. Pedro são os mais popularizados. Os festejos fazem-se por todo o lado. A magia do acontecimento, o cheiro a manjerico e alfazema, o fumo das fogueira e o cheiro a rosmaninho são a imagem de marca. O nosso país mantém a tradição!... e ainda bem!... espero que não morra!...

Por volta dos anos 50, o Diário Popular e os comerciantes Lisboetas, tomaram a iniciativa de patrocinar casamentos de casais com dificuldades económicas, que presenteavam com enxoval e equipamentos domésticos. O padrinho, comum a todos os casais, era Santo António e o dia escolhido para a cerimónia foi o dia do Santo. O 13 de Junho. E assim nasceram as Noivas de Santo António tal como as conhecemos hoje.

A acção teve tanta aceitação popular, que a Câmara Municipal de Lisboa, desde logo apoiou o projecto. A projecção foi tal, que o acontecimento se tornou incontornável e passou a fazer parte das festas populares da cidade.

A tradição foi interrompida em 1974. Mas, em 1997, unilateralmente, a Câmara recomeçou a patrocinar o projecto, integrando-o no programa das festas.

Nota: Pesquisa diversa não identificada.

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 12:53
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Domingo, 13 de Junho de 2010

Sou "vicio" dependente!...

 

- Sou “vicio”dependente!. … É verdade!. – Reafirmei, perante o sorriso enigmático e trocista da Clara, do Ricardo, da Ana, da Cláudia, do Nóbrega, do Carlos ……… e dos outros, amigos, que não estão presentes, mas que reagiram do mesmo modo, perante a minha confissão!...

- Não acreditam?. Mas, podem acreditar que é verdade!. Sou “vicio”dependente!... Não sou maluco!... Sou “vicio”dependente assumido!...

Ah!... mesmo assim continuam a rir?... Então vejam se tenho ou não tenho razão!:

No Domingo passado, pelo fim da tarde, comecei a sentir-me, um pouco indisposto. Sentia-me enfartado e com dores musculares nas pernas e nos braços. No inicio da noite, a dona diarreia fez o chek in e instalou-se por quatro dias. A Segunda Feira foi terrível. Não saí da cama com febre. Provavelmente graças à dieta auto-imposta, na Quarta Feira já estava melhor. É verdade!. Foram dois dias a papinha de farinha de trigo, torradinhas e cházinho. Café e álcool, nem cheirá-lo!.

Na Quinta Feira, já com outro alento, aliviei um pouco a dieta. À cautela continuei sem café e álcool. Já sem diarreia e com algum apetite, parecia que a recuperação ia ser fácil e rápida!. Mas, não foi. Instalou-se uma dor de cabeça como ainda não tinha sentido até então!. Antes, as raras que apareciam, curava-as com um copo de água. Esta, acalmava um pouco com recurso à aspirina, mas logo que passava o efeito, voltava em força. Passei duas noites quase em branco. Os dias vá que não vá, mas também foram difíceis!.

No Sábado de manhã, um pouco zonzo, após o pequeno almoço de papa de aveia e quase sem saber o que fazia, tomei um café!. Ao fim arrependi-me!. Mas, já estava!.

Milagre!... Sem mais nem menos ao fim de um quarto de hora, a dor de cabeça começou a abrandar e desapareceu ao fim de meia hora. Nem parecia o mesmo Zé!. Ao almoço já bebi vinho (um copo) e terminei com outro café!. Fiquei bem!. Bem disposto e sem dores!. Até parece que me passou uma esponja, encharcada de detergente, na cabeça e limpou tudo!...

Conclusão: As dores de cabeça eram provocadas pela falta de café (cafeína) e, talvez, do álcool!.

Sabemos que ao álcool e à cafeína são atribuídas propriedades estimulantes e antinevrálgicas e bebidos com regularidade criam dependência. Assim sendo, eu já estou dependente!....

- Então? E agora já acreditam?. Como vêm é verdade!. Sou “vicio”dependente assumido!... Assumidíssimo e Inveterado!...

ABENÇOADA BICA!...


 

publicado por jcm-pq às 17:31
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