Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Animais de Estimação

Não é novidade para ninguém, nos dias de hoje, a existência dos tradicionais animais de estimação, predominantemente, cães e gatos, em grande quantidade. Vemo-los em vivendas e apartamentos. A maioria, sem condições de espaço e higiene. Em bairros de vivendas, é frequente ver, nas ruas, estes animais á solta e á vontade. Sabe-se que não estão abandonados pelo aspecto bem tratado que alguns apresentam. São soltos propositadamente pelos donos, para fazerem as necessidades e ao mesmo tempo usufruírem do espaço que lhes falta, enquanto habitam no canilo ou no pequeno metro quadrado que lhe está atribuído na residência. Os animais de estimação são a alegria de muita gente. Um animal nunca desilude o seu dono, mantém-se sempre fiel e amigo. No entanto, os donos deviam ter em mente três princípios básicos: Abandono, trato e disciplina. Quanto ao abandono, só tenho a dizer que é de uma crueldade tremenda. Quem o faz, são pessoas insensíveis e egoístas que não sabem ou esquecem que os animais também sofrem. Não conheço a existência de legislação relativa estas atitudes, mas acho que devia haver. É condenável tal procedimento.

Relativo aos maus tratos, há mais a dizer. Os maus tratos são diversos. Alguns, são praticados e as pessoas nem se apercebem disso. Para um animal que necessite de espaço para correr, prendê-lo ou restringi-lo a um canil, é maltratar o animal. Podem-lhe proporcionar todas as condições de higiene e alimentação, mas falta-lhe o que lhe é de mais sagrado, a liberdade. O contrário também é verdade. Dar todo o espaço e liberdade a um animal que não necessite dele, é criar-lhe confusão. Um animal confuso, sofre.

Antes de adquirir um animal de estimação, as pessoas deviam analisar e verificar se têm condições para o ter. Se, entenderem que sim, devem escolher um animal que se adapte ás condições que tiverem para lhe oferecer. Se assim procederem, a probabilidade de maus tratos involuntários diminui.

Os maus tratos voluntários, são tão condenáveis como o abandono. E, isto diz tudo.

Por fim, a disciplina. Disciplinar um animal não é fácil, mas é possível. Os donos devem criar hábitos nos seus animais, tendo em vista a boa vivência no meio ambiente em que estão inseridos. Não é agradável, ter um quintal bem tratado, e de repente verificar que é a retrete dos gatos dos vizinhos. Ou, então sair para a rua e andar em zig-zag, afastando-se das “minas” (escremento) deixadas nos passeios pelos cães, bem como inspirar o odor vindo dos muros regados pelos seus fluxos “mijatórios”. Não é menos desagradável, no sossego da noite, acordar sobressaltado e com calafrios pelos uivos dos cães e miar dos gatos. Durante o dia, embora o incómodo seja diferente, também não deixa de ser desagradável, verificar que a nossa zona de habitação, mais parece um canil público quando ouvimos uma série de cães a ladrar sem que haja razão aparente. Tudo isto, podia ser amenizado, se os donos dos animais fizessem um esforço no sentido de os disciplinar com repreensões e condicionamento de liberdade. Em suma, habituar os animais.

 

Para terminar. Animais de estimação? Sim. Mas que não causem perturbação e mau estar na sociedade.!!!

 

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 14:24
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