Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

Termas de Monfortinho/Monfortinho /Hotel Astoria / Hotel Fonte Santa

 

 

Não pretendo com este título fazer qualquer tipo de publicidade às entidades visadas. As referências na Internet são boas e foi através delas que lá cheguei. Quero, somente, espevitar a curiosidade das pessoas, como forma de estímulo a lerem o texto onde descrevo uma situação, que se passou comigo na vila de Monfortinho e que classifico de “insólita”,

 

Então foi assim:

 

Não conhecia esta região e decidi escolher um sítio para fazer de base por três ou quatro dias, fazer umas saídas pelas redondezas e ficar a conhecê-la com algum pormenor. Escolhi Monfortinho que me pareceu adequado e retirei, da internet, referências dos hotéis Astoria e Fonte Santa.

Num dia, bonito, de Julho, pelas 11H30, entrei na vila e sem sair do carro dei uma volta de reconhecimento. Agradou-me o ambiente: Limpo, verdejante, pouca gente e transito quase nulo. À primeira vista, o local era bom para o que pretendia. De seguida procurei os hotéis. A meio de uma rua larga, com duas faixas de rodagem, vislumbrei ao fundo, estampado num muro “Fonte Santa” e disse para minha mulher – Olha o Hotel Fonte Santa é além ao fundo e o Astoria, pelo que vi na internet, não fica longe. Continuei devagar, tentando descobrir a entrada do Fonte e Santa e ao mesmo tempo indicação do Astoria. A entrada do Fonte Santa não era ali. No topo da rua, voltei para a outra facha, para voltar imediatamente à direita, para onde me pareceu que seria o Astoria, e não me tinha enganado, o caminho era o correcto. Qual foi o meu espanto, que saído não sei de onde, me apareceu à frente um GNR a fazer sinal para encostar. Encostei. Depois da continência, obrigatória, pediu-me os documentos da viatura. Enquanto procurei os documentos, o guarda deu uma volta pela frente do carro, em jeito de verificação – Até pensei que tivesse alguma informação que tornasse a viatura suspeita de qualquer coisa que se tivesse passado – Mas, felizmente não. Então após a verificação do certificado de seguro, é que o guarda me disse que na avenida não tinha cumprido correctamente as regras de trânsito quando inverti a marcha no fundo da rua. De facto com a preocupação na procura dos hotéis e sem movimento nenhum (só circulava a minha viatura) não dediquei grande atenção à manobra. Em suma, circulava à vontade!... Acho, tendo em atenção que não houve nenhum perigo à vista, que uma chamada de atenção era pertinente, suficiente, razoável e sensata!. Mas o resultado foi outro. Fui autuado em 60 euros (soube o valor, mais tarde, quando recebi a notificação). Perante isto, se 10 minutos antes tinha decidido ficar por ali, no minuto seguinte ao acontecido, decidi já nem almoçar na vila. Em frente ao Astoria fiz a inversão de marcha e rapidamente cheguei à saída da vila. Rumei para Idanha-a-Nova, onde fiz o que tinha pensado fazer em Monfortinho.

Quando disse que considerei a situação “insólita”, não foi pelo facto de ter sido autuado!. Infringi as regras, paguei por isso, ponto final. Os 60 euros não me fazem falta nem me deixam incomodado. (Incomodado, ficaria, se com a minha distracção tivesse criado perigo para alguém). Só, que à trinta e nove anos que tenho carta de condução. Conduzo habitualmente em Lisboa no Porto e por todo o país. Tenho conduzido em Madrid, Barcelona, Valência, Alicante, S. Sebastião, Bilbau e outras zonas de Espanha. Também em França, já fiz bastantes quilómetros: Bordéus, Nantes, Paris Toulouse, etc…Nunca tive o mínimo problema e nunca fui autuado a circular por todos estes sítios em que a intensidade de transito e populacional é elevadíssima e fui-o num sítio em que a única viatura a circular era a minha e no momento estávamos ali três pessoas: eu, a minha mulher e o guarda!. É “insólito” ou não?!!!.

Ao descrever esta situação, não pretendo nada de especial. Faço-o por dois motivos: Primeiro, partilhar a “experiência” com os meus amigos e leitores habituais dos blog´s. Segundo, alertá-los para terem cuidado, quando circulem em sítios calmos, porque “boas vindas” como estas não são nada agradáveis!...   

publicado por jcm-pq às 12:37
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Domingo, 5 de Dezembro de 2010

As Novelas

As novelas tal qual as conhecemos são o fruto do desenvolvimento tecnológico na área da comunicação.

Iniciaram com o aparecimento da rádio. As novelas radiofónicas.  Não sei qual foi a primeira transmitida em Portugal. Lembro-me da “Maria”, transmitida aí pelo fim dos anos cinquenta, princípio dos sessenta. Foi extensa e teve  êxito. Era dramática. A entoação dada pelos autores era tão convincente, que os ouvintes, sobretudo as mulheres, choravam. Os maus eram rebaptizados com nomes pouco próprios!... Algumas reviam-se na trama e até prognosticavam o final. Não me lembro de outra, nem antes nem depois, mas admito que tenha havido mais.

Na época de ouro da rádio, romances famosos de bons escritores foram adaptados e transmitidos, abrangendo, por esta via, um universo maior da população. Estavam disponíveis em livro, mas, lembro que até meados do século XX, a maior parte das pessoas era analfabeta. Foi um grande salto na divulgação de cultura, costumes e informação, até então, só privilégio de alguns. Mesmo assim, ainda ficou muita gente de fora, devido á escassez de rádios. Na altura, um rádio era um objecto de luxo.

A televisão, logo que apareceu, revolucionou e desenvolveu esta actividade em grande escala. Concorreu e fez bastante mossa no cinema clássico. Não necessitava do aparato das produções cinematográficas e podia ser vista na comodidade do lar. As estações criaram os seus próprios estúdios e contratavam os actores pontualmente para as produções que se propunha realizar.

Penso que os pioneiros foram os Americanos. A série “Bonanza” nos anos cinquenta / sessenta foi um êxito espectacular. Outras que se seguiram não ficaram atrás.: Dallas, Sérpico, Missão Impossível são exemplos. Algumas até já foram ou estão a ser repetidas. O Chaparral – actualmente – foi transmitido aos Sábados pela RTP Memórias.  Mesmo em repetição, sabe bem ver, o que indica a sua qualidade.

Eram boas, mas tinham um senão!... Eram legendadas. Tendo em conta a taxa de analfabetismo da época …concluímos que a maior parte se ficava pelas imagens, sem perceber a história.

O Brasil, encarregou-se de resolver o problema. Muito cedo começou a produzir as suas próprias novelas. Tanto quanto sei a, extinta, TV Tupi, baseada no livro de Jorge Amado, produziu em 1960 a novela “Gabriela Cravo e Canela” que teve, no Brasil, um êxito estrondoso. O êxito foi tão grande que em 1975, a TV Globo, resolveu produzir uma nova adaptação. O êxito ainda foi maior!. No nosso país, até á revolução de Abril, não passou nenhuma novela Brasileira. Penso, sem certeza, que tal facto se deve á situação política que, então, se vivia!... A Televisão totalmente controlada pelo estado e a censura, são, indicadores, mais que evidentes!...

Como não podia deixar de ser, as novelas Brasileiras eram faladas em Português!. Isto para o nosso país era ouro sobre azul. Ver as imagens, perceber e entender a história era magnífico!... Tendo consciência disso, os responsáveis pela programação da RTP, em 1977, compraram, á TV Globo, os direitos de transmissão do novela “Gabriela Cravo e Canela”. Foi a primeira novela a ser transmitida na nossa Televisão em língua portuguesa. A estreia foi em 16 de Maio de 1977. O êxito foi enorme. Revolucionou os nossos gostos, hábitos e sobretudo atitudes. Á hora da novela, transmitida em horário nobre, o país parava para ver. Correu o boato que um Conselho de Ministros terá sido interrompido durante o último episódio, para assistirem ao desfecho!.. Por todo o lado se ouviam frases e termos brasileiros!.. Durou sete meses, com transmissão de cinco episódios por semana.

A partir daqui, outras lhe sucederam, com êxitos idênticos: Casarão, Roque Santeiro, Rainha da Sucata e Escrava Isaura, esta em segunda adaptação – Foram algumas!... A larga experiência, quer de produtores quer de actores, garantia a qualidade das produções e consequentemente o êxito.

Penso que o êxito brasileiro alcançado, contagiou os portugueses, que em pouco tempo lhe seguiram o exemplo. O humorista Herman José, deu os primeiros passos, com os seus sketch´s episódicos. A primeira grande produção a sério, foi levada a cabo pela RTP, com a novela “Vila Faia”. A história era interessante e o elenco de actores era do melhor que tínhamos. Não tinham experiência de Televisão mas eram autoridades em teatro e revista. Adaptaram-se perfeitamente. Não me lembro qual a novela brasileira em exibição, na altura, mas, fosse qual fosse não prejudicou a portuguesa. O êxito foi acima do esperado. Para início a RTP e todos quanto colaboraram, estavam de parabéns. E, na verdade, com adaptações de grandes obras ou guiões próprios,  nunca mais pararam: Origens, Maria do Mar, Ilha dos Amores, a Ferreirinha – são exemplos. Sem esquecer o recentíssimo galardão à “Meu Amor”. A abertura dos canais privados, SIC e TVI, contribuíram em grande para o seu desenvolvimento. Cada estação tem, actualmente, os seus próprios produtores e actores exclusivos.

Hoje, verificamos que uma boa parte da programação dos três canais a operar, é dedicada ás novelas. Por vezes, em horário nobre, são transmitidas duas. Normalmente uma portuguesa e outra brasileira. Em qualquer delas a audiência é elevada; o que não me surpreende, uma vez que o enredo foca casos que mais parecem reais.

No entanto, como em tudo, há quem as critique negativamente. Classificam-nas de anti culturais e acham que são em demasia. Dizem que não vêm!.,.,, Que não vêm “foleiradas”!... Mas, alguns destes “pseudo críticos”, em conversa corrente, utilizam termos que não enganam!... Conclui-se, que afinal vêm!...

As novelas são um fenómeno que dignifica realçar. Além de projectar cultura e informação, entram na esfera económica, ao criar postos de trabalho. Com o teatro e revista em decadência ou com pouca procura, os actores disponíveis e candidatos, podem assim desenvolver e aceder, mais facilmente, á actividade. Mais, promovem o consumo nacional e permitem a comparação dos nossos actores com os estrangeiros, que em nada lhes ficam atrás. No fundo, as novelas são um exemplo de progresso, fruto do progresso!...

publicado por jcm-pq às 10:02
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

O Sonhador

Lourenço, na aparência era um homem normal e singular. Bem falante, simpático, educado e improvisador eram atributos marcantes naquele homem. Falava muito e fazia pouco!. Mas sonhos não lhe faltavam. Tinha sempre em mente um projecto que o levaria longe!. Dizia-se que foi o homem que mais profissões tentou, sem acertar em nenhuma. E é isto o interessante da sua vida!... Era conhecido por sonhador – Lourenço sonhador – para ser mais preciso. Lembro-me dele, já na fase final da sua vida, como vendedor de cautelas. Lembro-me de algumas histórias que se contavam acerca dele, que vou tentar reproduzir: Antes da instrução primária, era uma criança normalíssima. O seu desenvolvimento foi o normal da época. Brincava com as crianças da sua idade e não se viam diferenças dignas de realce. Os outros miúdos gostavam dele. Era alegre divertido e empreendedor nas brincadeiras. Nunca fez distinções. Tratava todos de igual para igual o que lhe valeu a amizade colectiva e incondicionada. Não é de admirar. Afinal, ainda, eram crianças sem preconceitos. Já na escola, apareceram os primeiros indícios de personalidade fora da gama!. Era esperto e inteligente!. Aprendia tudo!. Só que não estudava. Fez os quatro anos de escolaridade obrigatória sem comprar um único livro. Fez o exame da quarta classe com o que aprendeu nas aulas. O professor Paulo, muito cedo se apercebeu do potencial do rapaz, e aconselhou-o para o melhor: - Lourenço, estuda que podes ir longe!. Sei que não tens posses para ir para o Liceu, mas há instituições que te podem acolher e aí fazeres um curso. – Dizia-lhe com frequência. - Que instituições? – Perguntava. – O Seminário, os Pupilos do Exército, a Casa do Gaiato ou a Casa Pia!. São instituições adequadas á tua situação. Grandes homens que fizeram história passaram por lá!. - Vou pensar nisso!. – Respondia. Claro, que só pensava naquela altura. A partir dali nunca mais se lembrava. Terminou a instrução primária à tira, anulando de imediato qualquer possibilidade de continuação!... Aos doze anos iniciou a fase profissional da sua vida. Começou numa quinta, como ajudante de hortelão. Mostrou interesse e aplicou-se. O mestre acreditou que tinha ali um aprendiz capaz e continuador da sua bela profissão. Erro. Ao fim de algum tempo, começou a saturar-se daquilo. Gostava de falar com pessoas e conviver. Viver numa quinta, era demasiado monótono – dizia ele. - Ao fim de um ano abandonou. Conseguiu convencer um marceneiro a ensinar-lhe a profissão. Começou bem!.. Lidava bem com a madeira e aparentava vontade de aprender. O patrão estava orgulhoso. Dar a mão a Lourenço era uma dádiva naquela aldeia. Quem o fizesse era quase como um herói. O sr. Camilo – assim se chamava o marceneiro – não escondeu nenhum segredo da profissão. Explicou!... Mostrou!... Exemplificou!... Enfim. Quis fazer dele um profissional. E, de facto, Lourenço ia muito bem!. O que fazia, fazia bem!.... Já fazia encalhes e asa de andorinha com perfeição!. Inesperadamente, sem que ninguém esperasse, e muito menos o sr. Camilo, Lourenço demitiu-se!... Alegou que o pó da madeira lhe fazia mal à saúde. Camilo ainda tentou dissuadi-lo da ideia ……… sem êxito!... Quis ser mecânico de automóveis. Com uma “cunha” conseguiu entrar numa oficina. Só esteve três meses!.. Pensava que como aprendiz, começava logo a mexer nos automóveis!. Mas não!. Lavar peças, arrumar a ferramenta e limpar a oficina eram as tarefas iniciais dos aprendizes, e ele não era excepção!. Não gostou!.. Alegou que não se dava bem com o cheiro do gasóleo e desistiu!... Ser electricista, foi o sonho seguinte. Um conterrâneo, profissional, admitiu-o como ajudante. Este, conhecendo as tentativas anteriores de Lourenço, não acreditou que resultasse. Mas, como não tinha nada a perder, deu-lhe a oportunidade!. Para sua surpresa, o rapaz indiciou interesse!... O facto de a profissão exigir muitas deslocações, entusiasmou-o. Não gostava de estar muito tempo no mesmo sítio!. Além disto, os mecanismos eléctricos cativaram a sua atenção. Em dois anos aprendeu a profissão. Para exercê-la necessitava da carteira profissional. Para a conseguir era necessário candidatar-se e fazer um exame teórico. E, aqui é que Lourenço roeu a corda!. Candidatou-se mas não foi fazer o exame!... Nesta situação não podia exercer por conta própria!. Assim, entre trabalhar por conta de outrem ou abandonar, preferiu abandonar!... Aos vinte anos foi cumprir o serviço militar. Não gostou. A subjugação à disciplina do RDM não era do seu feitio. Gostava de liberdade!. Um ano naquela situação foi uma eternidade. Saiu como entrou, sem medalhas, louvores ou castigos. Já na disponibilidade, dizia. – A minha vida vai mudar. Vou arranjar um emprego e dedicar-me a cem por cento!. – poucos acreditaram!. – Lá está ele!... – Comentavam. Imigrou para Lisboa. A decisão foi repentina. Ninguém soube quem o ajudou!. Mas alguém foi!. Alguém alvitrou, ter sido um conterrâneo há muito tempo estabelecido na capital, na área da restauração, e que tinha estado na aldeia havia pouco tempo. Não esquecer, que ele era cativante nas conversas e conseguia convencer!. O Zé Maria caiu!. Provavelmente foi o que aconteceu! De facto em Lisboa foi na área da restauração que se iniciou. Empregado de mesa num restaurante de bairro. Sabe-se que passou por outros com mais notoriedade. Não é de admirar!. Com todos os defeitos que Lourenço pudesse ter, a verdade, é que, onde se metia saia-se muito bem. O problema estava na continuidade! Só se sentia bem onde não estava!. O que vinha a seguir era sempre melhor!... Emigrou para França. Não se sabe como!. Provavelmente como tantos outros. A salto! Era assim nos anos sessenta. Por lá trabalhou em tudo: Ajudante de pedreiro, Electricista e Restauração. Na restauração foi onde mais tempo esteve. Percorreu praticamente todo o país. Não era difícil arranjar trabalho nesta área e ele aproveitou bem!. Regressou como emigrou!. Pobre!. O que ganhava era para sobreviver!. A sua ambição não ia além disto!... Quando regressou de França, reiniciou por Lisboa. Foi lá que ficaram os últimos contactos!. Parece que manteve sempre as instalações onde habitava antes de emigrar!. Como falava bem Francês, arranjou emprego num hotel, como recepcionista!. Ganhava razoavelmente e foi o emprego que mais tempo manteve. Um piropo, inadvertido, a uma cliente, valeu-lhe o despedimento!... Regressou ás origens com sessenta e cinco anos. Cheio de projectos!. Na sua teoria tinha um futuro pela frente!. As pessoas ouviam, e à socapa sorriam!. Outros gozavam. – Agora é que vai ser!.. Ainda vais chegar a Presidente da República!... – Rematavam em gargalhada. – E curiosamente na sua simplicidade, associava-se ás risadas. Até parecia que entrava na reinação!... Nunca casou. Não se sabe dos seus envolvimentos amorosos. Se os teve, nunca falou deles!... Conhecendo a sua natureza leviana e a idade com que regressou á sua terra natal, era mais que evidente que os projectos que apregoava, não passavam de teoria. De facto, por mais tentativas que tenha feito, conseguiu uma ocupação como vendedor de cautelas. Ganhava pelo número que vendia e não se saía mal!... Fazia a sua vida sem sobrecarregar ninguém. Antes pelo contrário!. Quando tocava a pagar rodadas de bebida em tabernas, ele era o primeiro e por vezes bisava. Houve, até, quem se aproveitasse disso. Nasceu pobre e morreu pobre. A sua conduta natural foram o contributo para a sua definição de vida. Do pouco que conheci dele, não me pareceu uma pessoa infeliz. Não houve rumores de que tenha ofendido ou molestado alguém!. Dívidas, parece que nunca as teve!. Se as teve, pagou!... Quando morreu, teve um funeral digno. Para surpresa geral, o Lourenço encomendou-o em vida. O pároco da freguesia foi o fiel depositário. Pagou todas as despesas, antecipadamente, e testamentou que os seus precários haveres vertessem para a Santa Casa da Misericórdia. O Lourenço, tinha a cabeça leve!... É verdade!... Mas viveu a sua vida como um senhor!... É recordado com alguma admiração!... Passados quarenta anos da sua morte, ainda se fala do Lourenço sonhador, como se fala do Padre Inácio!... Penso, que nunca será esquecido!...

publicado por jcm-pq às 10:21
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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

O Poeta Anónimo

Quando andamos por aí, encontramos uma enorme diversidade de pessoas!. Altas, baixas, magras, gordas, sisudas, risonhas, simpáticas, antipáticas, bem vestidas, mal vestidas, sós, acompanhadas ou em grupos!. Em qualquer das situações não sabemos quem são, o que são, o que pensam e, muito menos, o que lhes vai na alma! Podemos imaginar, pela sua maneira, aspecto e comportamento, e, ás vezes, até ficamos muito próximos. Mas, há casos em que ficamos muito, mas mesmo, muito longe. Acontece, quando julgamos pelas aparências!... Há dias, em Castelo Branco, aconteceu algo, inesperado, que me deixou perplexo e a pensar!... Com a minha mulher, entramos na charcutaria em que habitualmente fazemos as compras da especialidade. Á nossa frente, entrou um homem. O seu aspecto não era de dar nas vistas. Não vestia bem nem mal mas apresentava-se limpo. Se estivesse voltado para a análise, classificava-o como uma pessoa simples, com pouco cultura, inofensivo, solitário e sobretudo tímido. O Sr. Manuel – como lhe chamou a senhora da charcutaria – demorou um pouco a recolher das prateleiras o que necessitava. Não aparentava pressa!. Entretanto, a senhora, que já nos conhecia, deu-nos atenção e começou a aviar-nos. Estava a meio, quando o sr. Manuel se aproximou para pagar. Não trazia muitos artigos!... Dona Guilhermina, tome aí nota que eu já lhe pago – Disse ele. – Está bem. – Disse ela. – Pode interromper e fazer a conta, que o sr. entrou primeiro. – Dissemos nós. - Sr. Manuel, venha cá, que os senhores não se importam que passe á frente!. Chamou, ao mesmo tempo que pegava na caneta. Inesperadamente, o sr, Manuel disse: - Enquanto faz a conta aproveito para dizer um versos a estes senhores!... Sem dizer nada, ficamos a olhar para o homem, a ver o que saía dali. Eu, confesso, fiquei um pouco desconfiado!... - Não sei ler nem escrever, mas faço versos com muita facilidade, querem ouvir? Sem dar tempo a responder, lá vieram os primeiros, alusivos, exactamente, ao seu analfabetismo. - Fiquei viúvo há dez anos e fiz uns versos á minha santa esposa. – Continuou sem dar tempo a comentar os primeiros!. Ao fim destes ainda dissemos que devia deixar escrever ou gravar versos tão bonitos. Abanou a cabeça, em sentido negativo e continuou. Durante um quarto de hora, que mais pareceram dois minutos, e sem direito a comentários, o sr. Manuel não parou de versar!... - Até á próxima, meus amigos!. – Disse, e saiu da loja. Inesperadamente começou e inesperadamente terminou, sem esperar por um elogio ou comentário. Eram versos lindos!... Profundos!... Alguns, até arrepiavam!... Fiquei sem saber se eram espontâneos ou memorizados!... De qualquer das formas, estava perante um poeta do povo, simples e natural!... Um poeta anónimo!... – Quem diria!... Pensei eu. De facto, quem não o conhecer, não faz ideia da sua capacidade e sensibilidade. Acho que ele próprio não faz ideia da riqueza que contém!. É pena perdê-la. Seria bom imortalizá-la, tal como aconteceu com António Aleixo. Mas, é pouco provável!... Segundo a dona Guilhermina, ele não dá hipótese. – Não quero - afirma com determinação, quando confrontado. Porquê?. Não se sabe!... Foi um momento bom!... Único!... Que bom encontro tivemos!... Que momento de felicidade, aquele homem nos ofereceu!... Obrigado Sr. Manuel!...

publicado por jcm-pq às 18:07
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Domingo, 13 de Junho de 2010

Sou "vicio" dependente!...

 

- Sou “vicio”dependente!. … É verdade!. – Reafirmei, perante o sorriso enigmático e trocista da Clara, do Ricardo, da Ana, da Cláudia, do Nóbrega, do Carlos ……… e dos outros, amigos, que não estão presentes, mas que reagiram do mesmo modo, perante a minha confissão!...

- Não acreditam?. Mas, podem acreditar que é verdade!. Sou “vicio”dependente!... Não sou maluco!... Sou “vicio”dependente assumido!...

Ah!... mesmo assim continuam a rir?... Então vejam se tenho ou não tenho razão!:

No Domingo passado, pelo fim da tarde, comecei a sentir-me, um pouco indisposto. Sentia-me enfartado e com dores musculares nas pernas e nos braços. No inicio da noite, a dona diarreia fez o chek in e instalou-se por quatro dias. A Segunda Feira foi terrível. Não saí da cama com febre. Provavelmente graças à dieta auto-imposta, na Quarta Feira já estava melhor. É verdade!. Foram dois dias a papinha de farinha de trigo, torradinhas e cházinho. Café e álcool, nem cheirá-lo!.

Na Quinta Feira, já com outro alento, aliviei um pouco a dieta. À cautela continuei sem café e álcool. Já sem diarreia e com algum apetite, parecia que a recuperação ia ser fácil e rápida!. Mas, não foi. Instalou-se uma dor de cabeça como ainda não tinha sentido até então!. Antes, as raras que apareciam, curava-as com um copo de água. Esta, acalmava um pouco com recurso à aspirina, mas logo que passava o efeito, voltava em força. Passei duas noites quase em branco. Os dias vá que não vá, mas também foram difíceis!.

No Sábado de manhã, um pouco zonzo, após o pequeno almoço de papa de aveia e quase sem saber o que fazia, tomei um café!. Ao fim arrependi-me!. Mas, já estava!.

Milagre!... Sem mais nem menos ao fim de um quarto de hora, a dor de cabeça começou a abrandar e desapareceu ao fim de meia hora. Nem parecia o mesmo Zé!. Ao almoço já bebi vinho (um copo) e terminei com outro café!. Fiquei bem!. Bem disposto e sem dores!. Até parece que me passou uma esponja, encharcada de detergente, na cabeça e limpou tudo!...

Conclusão: As dores de cabeça eram provocadas pela falta de café (cafeína) e, talvez, do álcool!.

Sabemos que ao álcool e à cafeína são atribuídas propriedades estimulantes e antinevrálgicas e bebidos com regularidade criam dependência. Assim sendo, eu já estou dependente!....

- Então? E agora já acreditam?. Como vêm é verdade!. Sou “vicio”dependente assumido!... Assumidíssimo e Inveterado!...

ABENÇOADA BICA!...


 

publicado por jcm-pq às 17:31
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Contos moralistas

Na sociedade actual, cada vez se assiste mais a atropelos e concorrência desleal entre as pessoas. É quase uma selva ou um salve-se quem puder. Sabemos que está mal, ou pelo menos toda a gente diz que sim com a cabeça, mas a culpa nunca é nossa, é sempre dos outros.

Sabemos que temos uma missão. Toda a gente tem uma missão, mas será que nos preparamos, convenientemente, para a cumprir?. Se calhar, não!!! E, não será esta a causa dos males e defeitos que vemos na sociedade?

Há muito tempo contaram-me um conto. Na altura não o percebi, nem vi qualquer moral a tirar dele. Achei que era mais uma história da carochinha. Hoje, vejo e sinto que esse conto “antigo” permanece muito actual.

 

Vou dar o meu melhor na sua reprodução!.

 

Os Aguadeiros do Rei

 

Num reino muito distante, o Rei mandou construir o seu Castelo no ponte mais alto e inacessível do território. A localização era óptima, quanto a defesa e segurança, mas não tinha água. No planalto que circundava o morro onde fora construído o Castelo, havia duas nascentes. Uma do lado Norte a outra do lado Sul. O acesso a ambas era muito difícil.

Para abastecer o castelo de água, o rei contratou dois aguadeiros. Um para cada nascente. Um era alto, forte, bem constituído fisicamente, dextro e muito perspicaz. O outro, era em tudo, inferior. O que mostrava melhores atributos e qualidades ficou com a nascente Norte e obviamente o outro com a do lado Sul.

A tarefa de cada um, era encher o reservatório que lhe competia. Logo que estivesse cheio, podia parar e não fazer mais nada. A sua missão, diária, estava cumprida.

O aguadeiro perspicaz, preparou o acesso á nascente, de forma a permitir-lhe ligeireza, para que mais rapidamente enchesse o reservatório que lhe competia e ficar assim, com tempo livre para passear e descansar. Então optou por fazer atalhos, com alguma inclinação e com degraus mais altos que o normal. Num ápice concluiu a obra. O acesso, embora melhorado, estava longe de se considerar bom. Isso não preocupou o aguadeiro, porque era forte e fazia o percurso com facilidade. Em meio dia enchia o seu reservatório. O resto do dia passava-o a dormir ou a dar conversa aos guardas do Castelo.

O outro aguadeiro, também preparou o acesso, á sua nascente, de forma a permitir-lhe ligeireza e condições para cumprir a sua missão. Como era mais fraco fisicamente, escolheu inclinações menos acentuadas, fez degraus simples e normais e foi mais longe. Ao longo do percurso criou zonas de descanso, onde plantou árvores, flores, e, fez um banco, grosseiro, em cada uma, para se poder sentar. Demorou mais tempo que o outro, mas ficou óptimo. Criou um acesso mais longo, mas mais fácil. Plantou árvores e flores que tinha de regar. Como tinha zonas de descanso, quando passava nelas, descansava. Levava o dia inteiro para encher o reservatório que lhe competia.

Ao fim do dia quando se encontravam nos aposentes, o primeiro ria. – Durante a tarde não fiz nada, estive aqui de papo para o ar – Dizia com ar de gozo – E o rei até me elogiou por ter sido tão rápido – Acrescentava. – Ainda bem – Era a resposta do outro.

Passado algum tempo o aguadeiro da nascente Norte, começou a ter dificuldades em encher o reservatório, no meio dia de que ele tanto se gabava. Gradualmente o tempo foi aumentando, até que em dada altura, acabava de encher ao mesmo tempo que o outro. Por vezes, quando chegava aos aposentes o companheiro já lá estava. Chegava tão cansado, que dava pena. Deitava-se sem dizer uma palavra.

O aguadeiro da nascente Sul mantinha o mesmo ritmo e não se notava qualquer alteração na sua conduta. Continuava a cumprir a sua missão com eficiência.

Aconteceu, que o Rei farto de estar limitado ás muralhas do castelo, resolveu fazer uns passeios. Escolheu os caminhos dos aguadeiros, e alternadamente ia ás duas nascentes. Quando ia á nascente Norte, a Rainha queixava-se do mau humor do Rei e comentava o seu visível cansaço. Quando ia á nascente Sul o efeito era exactamente o contrário. O rei chegava de bom humor e fresquinho que nem uma alface.

Algum tempo depois, o aguadeiro da nascente Norte adoeceu e teve de ser substituído. Faleceu passado algum tempo. O motivo da morte foi o terrível cansaço que dele se apoderou. O da nascente Sul, continuou ao serviço e a cumprir a sua missão, por longos e longos anos.

O Rei continuou a fazer os seus passeios, mas só à nascente Sul.

 

Moral da história. Cada um tire a que entender!!!.

 

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 10:43
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Domingo, 29 de Junho de 2008

taxi

Devido ás características da actividade profissional que desenvolvo, o meio de transporte que , habitualmente, uso é a viatura própria. Também utilizo, bastantes vezes o comboio e o metropolitano, quando praticáveis. O mais operacional seria o motorizado de duas rodas, devido à facilidade em vencer grandes filas de transito, mas, além de o achar perigoso, incompatibilizamo-nos há alguns anos atrás!. O táxi não me é apelativo!. Não sei porquê, mas nunca me deu muito para andar de táxi!. Só mesmo o estritamente necessário!. Pelo que não conhecia, nem conheço as suas normas, regras de trabalho, hábitos, costumes e outras coisas mais!...

Um dia destes necessitei deste tipo de transporte. As surpresas, pouco claras para mim, foram o móbil deste texto.

Na viagem (para o aeroporto) devido ao simples movimento de carregar num botão deu-me para reparar no taxímetro. Antes só olhava para o montante a pagar!. Aquele simples toque, aumentou a velocidade de contagem do aparelho!. Descaradamente, perguntei ao motorista, como é que aquilo funcionava!. Muito solicito, e como quem percebia da matéria, disse-me que não tinha nada que saber!... Em menos de um minuto pôs-me ao corrente:

- O aparelho está aferido (não sei por quem, mas também não perguntei) e começa a contar logo que carrego neste botão; Quando mudo de concelho, carrego neste segundo botão, porque a tarifa é diferente; este terceiro botão é para quando o cliente tem bagagem, que é o seu caso.

De facto o funcionamento é simples e não tem nada que enganar!. Só que, há duas coisas, que não sabia, não percebo e custam-me a engolir:

1 – Porque é que a mudança de concelho tem tarifa diferente (para cima, claro)?. Não vejo que haja aumento de consumo ou outro justificativo, uma vez que se mantêm as mesmas condições rodoviárias!!!...

2 – Porque é que hei-de pagar mais pelo transporte de bagagem?. Refiro-me a bagagem normal!. Bagagem que a aerotransportadora não considera excessiva!. Estaria de acordo se, se tratasse de bagagem anormal ou que alterasse algo no veículo, nomeadamente o risco de transporte ou consumo. Estou certo que se pusesse estas questões à entidade reguladora (possivelmente à ANTRAN), teria uma resposta bem elaborada a demonstrar tais procedimentos!... Mas, mesmo assim, acho que não engolia!...Ou pelo menos, custar-me-ia a engolir!...

O meu argumento.

- A distância da minha casa até ao aeroporto são cerca de 20 a 25 quilómetros e paguei cerca de 25 euros. Quer isto dizer que o preço por quilómetro foi à volta de 1 euro.

- O estado paga e o fisco isenta de IRS, o pagamento de 39 cêntimos por quilómetro, quando um funcionário/trabalhador utiliza a viatura própria em serviço. Estes valor , entra em linha de conta, com o consumo, desgaste da viatura e respectivos encargos (seguros, taxas, etc…).

Comparando as duas situações e feitas as contas, paguei mais 156%!... Não será de mais?!?!... Haja alguém que me faça ver o contrário!....

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 10:34
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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Memórias da Minha Terra

As recordações de infância, aparentemente, adormecidas eternamente, surgem-nos muitas vezes de forma tão clara e saudosista, como que um convite a materializá-las para não mais serem esquecidas. Foi este estado de espírito, que me levou a pegar na caneta e escrever este texto recordando a minha aldeia há muitos anos atrás. Começo pelos rios Ocreza e Ribeirinha: Ambos nascem na Serra da Gardunha. O Ribeirinha desagua no Ocreza e por sua vez, este desagua no Tejo. Em lados opostos, o Ocreza corre a cerca de 2 quilómetros, do lado nascente da aldeia e o Ribeirinha a menos de 500 metros, no lado do poente. Situando-me no Ocreza, conheci-o desde a ponte romana, no lugar dos barrinhos, até á ponte pedrinha. O curso rápido da água, nas margens apertadas, era quebrado amiúde pelos açudes ao longo do percurso. Dos açudes, feitos com tal propósito, saiam as “levadas” que constituíam a força motriz dos moinhos. Também estes açudes, eram no Verão a “praia”, sobretudo dos rapazes. Os açudes dos braços, moinho novo e pacheca eram os mais frequentados. Nos Domingos, a qualquer deles, afluía muita gente. As águas correntes, eram límpidas e tinham muito peixe. Era um encanto apreciar esta natureza pura. O Ribeirinha era mais pequeno. Lembro-me dele desde a Sarangonheira até ao Chão da Ponte. Tinha as mesmas características que o Ocreza. Era limpo com muito peixe e com alguns açudes. Os açudes bastante mais pequenos, tinham os mesmos objectivos. Num destes aprendi a nadar. Nas pontas da aldeia havia dois locais, característicos, de utilidade pública: o adro e a devesa. Eram amplos e propícios aos torneios do jogo da “malha”. A devesa era maior; tinha o campo de futebol, o chafariz público, o posto de transformação de electricidade, “a cabine” e era onde acampavam os ciganos aquando da sua passagem por aquelas bandas. A aldeia era rodeada por quintas, com alguma dimensão. Os muros baixos em algumas e a ausência deles noutras, davam-lhe um aspecto baldio, embora fossem propriedades privadas: O chão da escola, nas traseiras da dita, era grande e todo plantado de oliveiras; O chão dos santos, ao lado da devesa tinha as mesmas características; a fonte nova e valdinardo, contíguos ao adro eram semelhantes aos anteriores. O Chão do outeiro, era diferente em arborização; em vez de oliveiras tinha sobreiros. Os proprietários destas quintas eram pessoas abastadas. Tinham outras fora da povoação que cultivavam intensivamente. Por isso, estas estavam praticamente de pousio. Neste estado, qualquer delas era propícia para as brincadeiras dos rapazes, sobretudo “cawboiadas”. Participei bastante nelas. Recordo-me, que, por inspiração nos filmes de “Westerns”, identificávamos estes locais, por estados americanos: O chão do outeiro era o Kansas; o chão das escola o Colorado; o chão dos santos, a Califórnia e o valdinardo, o Texas. A colheita da azeitona e da bolota eram feitas pelos donos, mas em qualquer dos casos o que caía para o chão era recolhido por quem necessitasse. Era uma benesse dada á povoação. Hoje, está tudo diferente: Os rios, devido ás barragens, então construídas, estão secos. Correm em Invernos muito chuvosos; as quintas foram urbanizadas e são bairros de habitação. Olhando quarenta anos para trás, não parece a mesma aldeia. Recordo com alguma saudade o passado, mas entendo, que com o progresso e evolução dos tempos não podia ser de outra maneira. Não temos a sensação de liberdade á volta da aldeia, mas temos uma aldeia maior e mais moderna!!!. Jcm-pq
publicado por jcm-pq às 10:22
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