Quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

Não há fumo sem fogo!

 

Somos um país pequeno, mas grande em manobras politicas, sociais, financeiras e outras mais. Se somássemos todos os casos com indícios de corrupção e vigarice, talvez não havesse um dia em que isto não acontecesse. Aos jornais só chegam, ou só interessa que cheguem os de maior vulto e que envolvam figuras públicas conhecidas. Vejamos: BPN, Freeport, Apito Dourado, Face Oculta, … BES e agora a Tecnoforma/CPPC. Há por aí, certamente, casos mais pequenos que não são descobertos, ou mesmo que o sejam não são noticiados. O que me leva a escrever este artigo é o último caso. Não que esteja surpreendido!. Ficaria surpreendido é se não surgisse nada deste género, em relação a este Primeiro Ministro. Parece-me que nenhum, antes, escapou a criticas e acusações idênticas.

Em todos os casos anteriores (BPN, Freeport, BES …) fez-me confusão os órgãos fiscalizadores, nunca terem dado por nada!. No caso BES, ainda pior, porque, parece que nem a Troika “cheirou” nenhuma irregularidade. Incompetência, prepotência, desleixo ou interesses dúbios? . Se calhar um pouco de tudo!. À medida que os casos vão sendo arrumados ou arquivados, tento auto-convencer-me de que as coisas aconteceram, devido à dimensão das entidades, o que dificulta a fiscalização pormenorizada e cruzada. Não que isto justifique seja o que for!. Mas, ameniza-me o espírito!. Com a Tecnoforma e a CPPC é diferente. Acho que a sua dimensão permite ou permitia uma fiscalização e controlo correctos. Certamente estas empresas têm um Conselho Fiscal, um ROC (Revisor Oficial de Contas) e provavelmente Auditoria Externa, devido à existência de fundos europeus. Nenhuma destas entidades fiscalizadoras, questionou a exclusividade do Dr. Passos Coelho? Uma das obrigações destes órgãos é exactamente essa quando há a possibilidade de incompatibilidade funções de funcionários e ou dirigentes. A própria Assembleia da República não devia, também, estar atenta? E, porque que é que isto só veio a público agora? Já lá vão, quase 15 anos!. Acredito que se o visado não fosse Primeiro Ministro, nunca se saberia!. E, a gravidade era a mesma!. Só pode haver um interesse e adivinha-se qual é!. Eleições de 2015!.

Agora, até ao desfecho, que já se prevê ser igual aos outros, assistimos ao jogo de ping-pong. O Sr. Primeiro Ministro diz, tardiamente e pouco convincente, que não recebeu nada ilegal. Diz, ainda, que isto se deve ao incomodo que causou por ter mudado a forma de fazer política e que, devido a isto, um “mensageiro” lhe disse, que o seu governo não ia durar muito. Bem!. A denuncia foi anónima e parece que o “mensageiro” anónimo é. Não será anonimato a mais?!. A oposição, em bloco, ataca e contra-ataca. Confusão e mais confusão!. Mais: Porque que é que o Dr. Passos Coelho não deixa verificar as suas contas bancárias?. Era uma forma de limpar o seu bom nome e o cargo que desempenha. Não lhe ficava nada mal!. Quem não deve não teme, lá diz o ditado! Porque que é que não se faz uma Auditoria aprofundada às contas da Tecnoforma e da CPPC? Acho que a existência de um “saco azul” era justificação mais que suficiente!. Lembro o “saco azul” de Felgueiras de há uns anos atrás! Era bom, para bem do Dr. Passos Coelho e de todos os políticos com aspirações futuras, que fosse dada plena abertura e transparência à investigação e que o caso ficasse devidamente esclarecido, independentemente do resultado!.

Bem!. Seja verdade ou mentira, a dúvida já ninguém a consegue apagar!. Diz o velho ditado “onde há fumo é porque lá houve lume”. E, isto quer queiram ou não, traz consequências políticas!. Acho, que é suficiente para decidir votos nas próximas eleições. No mínimo, ajuda indecisos a decidirem-se!...

 

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 19:27
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011

Agora ao trabalho

Pronto!. Face aos objectivos e compromissos assumidos, o governo planeou, apresentou o plano para discussão, e, com alguns ajustamentos foi aprovado pela maioria, e, ao contrário do que se temia, sem moções de rejeição. Agora, ao trabalho!...

 

Agora ao trabalho e que cada um se coloque no devido lugar e assuma, conscienciosamente, as suas responsabilidades e deveres. Acho que ninguém tem dúvidas de que a situação não está para brincar às políticas, aos poderes ou ao “bota abaixo”. As forças políticas que apresentaram alternativas, lógicas, aos pontos de que discordavam, devem mantê-las em aberto e o governo não as deve esquecer. Nesta conjuntura, podem ser de aplicação difícil ou impossível, mas no futuro pode muito bem, não ser assim. Recordo-me da proposta do PCP em relação à renegociação da divida. Sem dúvida que, neste momento, era óptimo para o país. Mas, tenta-lo agora!? A meu ver era perder tempo e criar desconfianças!. Se calhar no futuro, até pode ser possível, se conseguirmos a  confiança dos nossos credores, nos tornemos um mercado apetecível e recuperarmos poder negocial!.

Não foram novidade as medidas de austeridade apresentadas. Já esperávamos por elas!... Quem deve!..., tem de pagar!... O orgulho e seriedade, assim o exigem. Para já, rezemos para que sejam suficientes as medidas, de choque que vão ser aplicadas!.

A medida mais criticada e badalada foi a do corte no Subsídio de Natal. Claro que um corte no rendimento quando o custo de vida sobe, custa aceitar de boa cara!... Mas, tendo em conta as isenções consideradas, acho que para o nosso bom nome, vale o sacrifício!. A aplicação a rendimentos superiores ao ordenado mínimo é justa. Proteger os mais desfavorecidos é uma questão de justiça e obrigação social. Penso, que em termos de isenção, ainda se podia ir mais longe: Isentar rendimentos equivalentes a dois ordenados mínimos, permitia, a meu ver, que as famílias fizessem no Natal, exactamente os mesmo que fariam sem corte. Digo isto, porque, assim, os rendimentos abrangidos, suportavam, sem alterar, o nível de vida de quem os aufere (um corte de 100 euros num ordenado de 800, produz um efeito diferente do que 1.000 num ordenado de 3.000).

Sei que vai haver contestação dos mais variados agentes económicos. Cada um à sua maneira vão levantar a voz. Vozes essas que não levam a nada!. Podem até prejudicar (ex. greves). Acho que em vez de contestação, todos os agentes económicos, sem excepção, devem é pensar na maneira de combater estas medidas, com outras medidas que vençam estas. Para isso, só vejo três formas: Produzir o máximo, exportar mais e importar menos. A nós, cidadãos, cabe trabalhar, colaborar e facilitar a aplicação das medidas. Ao governo, mais propriamente, aos Ministérios das Finanças, Economia,  Agricultura, justiça e Negócios Estrangeiros criar mecanismos que permitam: Controlar e gerir as medidas de choque de modo a torná-las suficientes, relançar a agricultura e a industria apoiando as pequenas e médias empresas na produção de bens transaccionáveis, combater os “lobbies” e corrupção que tanto mal fazem à economia e procurar novos mercados externos desenvolvendo as exportações.

Com os devidos ajustamentos, penso que o caminho terá que ser este!... A ver vamos!...

publicado por jcm-pq às 09:29
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Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

Novo Governo em Funções

O novo governo tomou posse. Ontem, tal como tinha sido determinado pelo Sr. Presidente da República, foi feito o juramento. À excepção do alarido, desnecessário, feito pelos jornalistas, em relação à chegada, de lambreta, do Dr. Pedro Mota Soares, tudo correu dentro da normalidade.

Ao contrário do que esperava, como manifestei no texto anterior, desde que foi conhecido o elenco governativo, até ontem, não dei por comentários absurdos, despropositados ou tendenciosos. Antes pelo contrário, comentários bastante abonatórios, dados por gente de nome na praça. Até o Dr. Medina Carreira, já conhecido pelo seu pessimismo, teceu rasgados elogios e manifestou a sua confiança. De facto, há muita gente confiante nesta equipa. Acho que estamos todos. Espero que a oposição, cumpra, exactamente ,o que tem estado a prometer: colaboração, cooperação, critica construtiva, apresentação de alternativas, etc…Em suma, que participe na governação com sinceridade e vontade de salvar o país! Todos sabemos que a tarefa não vai ser fácil e provavelmente vão aparecer algumas surpresas. Mas, acho que todos vamos compreender, se forem apresentadas com rigor, verdade e em tempo útil!. Aliás, há a promessa do sr. Primeiro Ministro que assim será.

Também, ontem, depois do fracasso de Segunda Feira, decorreu a eleição da Presidência da Assembleia. Correu bem. Houve unanimidade. E, isso é bom. Não teria havido tanto alarido à volta do caso se o Dr. Fernando Nobre, tivesse retirado a candidatura em tempo útil. Não teria havido o chumbo e teria saído por cima!.

A manifestação de todos os partidos em relação à eleição da Dra. Assunção Esteves foi muito boa. Não digo óptima, porque houve duas “farpasinhas”, vindas do PS e dos Verdes, a meu ver desnecessárias. Os Verdes referiram  o termo “segunda escolha”, que eu detesto quando se elegem pessoas para cargos de responsabilidade. O PS fez questão de afirmar que esta teria sido a sua primeira candidata. Acho que tanto uma observação como outra foram gratuitas!... E digo gratuitas, porque se o processo do Dr. Fernando Nobre tivesse sido tratado de outra forma, ele teria sido eleito. Se, na altura o Dr. Passos Coelho tivesse ficado pelo convite para deputado, os outros partidos entendiam como uma tentativa de ganhar eleitorado; como falou logo no cargo de Presidente da Assembleia, caiu mal!. E, como se isto não bastasse, ainda houve as declarações do próprio Dr. Fernando Nobre, que mais tarde tentou aligeirar sem qualquer resultado positivo!...

 

Bem!. O que se passou , passou!. Já estão todos nomeados e instalados, agora que governem bem e não nos desiludam!.

Desejo a todos um bom começo.

 

Jcm-pq

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Sábado, 18 de Junho de 2011

O Novo Governo

Não sou político, não tenho filiação política e também não sou comentador de qualquer espécie, mas atrevo-me a comentar alguns procedimentos de ontem relativos à publicação do novo elenco governativo para os próximos 4 anos.

 

Dia 5, eleições; dia 23 tomada de posse do novo governo. Dezoito dias chegaram para votar, contar votos, eleger deputados, estabelecer coligações partidárias, indigitar Primeiro Ministro, formar Governo e dar posse. Segundo, os mais atentos e seguidores, é inédito no nosso país. É caso para dizer que: Quando somos obrigados, cumprimos; quando somos pressionados, fazemos; ou melhor, ainda, quando queremos, fazemos e cumprimos!.

Acho que devemos estar orgulhosos, não só pelo facto, mas também por alguém estar a cumprir, o que prometeu e muita “boa” gente duvidou. Mas, sem grande surpresa minha, ontem, logo que o Dr. Passos Coelho iniciou a reunião com o Sr. Presidente da República e começaram a ser conhecidos os nomes dos ministros, começaram as “vergonhas” dos meios de comunicação: Nas televisões, os jornalistas, com a pressa de serem os primeiros a dar a notícia, gaguejavam, enganavam-se, atrapalhavam-se, confundiam os ministros com as pastas e as pastas com os ministros!... Sinceramente, só uma hora depois, percebi, de facto, a formação governativa. Não percebo o porquê de tanta pressa?!... Aliás, percebo!... Mas, prefiro fingir que não percebo!...

Depois começaram os comentários e apreciações. Muita gente entendida se manifestou. Gostei de alguns. Pareceram-me sérios e isentos. Outros, mais valia terem ficado calados. Em minha opinião, criaram ou podem criar na opinião pública, estigmas em relação ao governo, que ainda nem posse tomou: Fulano e beltrano, foram uma segunda escolha!!!...No meu fraco conhecimento, “segunda escolha” é um produto com defeito. Então quer dizer que vamos ter ministros defeituosos?!... Haja paciência!. A aceitação de um cargo com tamanha responsabilidade tem de ser ponderada a vários níveis: Pessoal, profissional, familiar e até vocacional!. Para evitar “segundas escolhas”, como proceder em caso de recusa do primeiro convidado?!. Se calhar eliminava-se o ministério!... Mudava-se o nome!... Ou outra coisa qualquer!... E, assim nunca mais teríamos governo!... Felizmente, que os segundos convidados não se sentem diminuídos pelo facto, e o novo governo está constituído.

Como não bastassem as referências às segundas escolhas, pegaram nas idades dos ministros. É um governo muito jovem. O ministro mais velho tem 59 anos e o mais novo 37. É verdade!. Mas, também é verdade que estes jovens, na maioria, têm currículos invejáveis. Também é verdade que experiência profissional e conhecimento da situação do país, da comunidade, do FMI, do BCE e da crise em geral, não lhes falta!. E, isto não são valências positivas?!. Na situação em que o país se encontra, interessam mais os resultados técnico-práticos ou os resultados políticos?. Parece-me que o momento requer os primeiros.

Bem! Até à tomada de posse, enchemo-nos de paciência para ouvir mais comentários desajustados, tendenciosos e outros envoltos numa boa dose de dor de cotovelo.

Pela minha parte dou os parabéns aos Dr. Pedro Passos Coelho e Dr. Paulo Portas. Entenderam-se. Trabalharam em tempo record e bem. Eliminaram ministérios, reduzindo custos. Escolheram quatro independentes e distribuíram as pastas restantes pelos dois partidos: quatro para o PSD e três para o CDS-PP. Em termos relativos, o CDS-PP ficou a ganhar, ao contrário do que muitos já alvitravam!. E, isso foi bom. O partido mais votado, mostrou humildade e vontade de resolver problemas!. Agora é por a equipa a jogar. Utilizar a táctica 4 – 4 – 3, 4 – 3 – 4 ou 3 – 4 – 4 não interessa. É preciso é que a equipa se una, jogue bem e ganhe.

Parabéns Sr. Primeiro Ministro, parabéns Sr. Ministro da Defesa

 

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 16:51
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Sábado, 22 de Janeiro de 2011

Campamha Eleitoral - Frustração Nacional?

A campanha eleitoral para a Presidência da República  embora tenha decorrido dentro das linhas tradicionais e democráticas, na minha perspectiva e penso que geral, não trouxe nada de novo ao país. Há quem a denomine de “frustração nacional”.

Durante o mês e meio em que a campanha se desenvolveu, mais acentuadamente, do que vi e ouvi, não houve nada, que me agradasse, que me levasse a dizer ou pensar: “ora aqui está uma grande verdade; ora aqui está uma grande ideia; ora aqui está um belo plano; ora aqui está uma bela perspectiva; ora aqui está uma grande vontade”. A linguagem e meio foi comum em todos. Além do “bota abaixo” as promessas: “Se for eleito, todos os portugueses podem contar comigo, estarei sempre ao lado dos mais desprotegidos e atento à pobreza; estarei atento à saúde, à educação e à segurança; comigo presidente todos os portugueses serão defendidos em todas as circunstâncias … e por aí fora …!.

Mas, esta linguagem e forma foi a mesma de há cinco anos atrás!... Agora pergunto: Onde está a protecção prometida? A pobreza diminui, manteve-se ou aumentou? O estado da saúde, da educação e da segurança está melhor, igual ou pior?. Acho que todos sabemos a resposta!. Claro que a argumentação justificativa é abundante e recai sobretudo na crise mundial que atravessamos. Mas, quando é que não estivemos em crise? Alguém se lembra?. Desde que me preocupo com estas coisas, e já são muitos anos, sempre ouvi, nestas alturas, as célebres frases, de barbas brancas e apoiadas em bengalas: “Acabou o tempo das vacas gordas (que nunca engordaram ou engordaram para alguns); temos de fazer sacrifícios; O tempo é de crise …..”

Lamentavelmente, neste mês e meio assistimos a ataques pessoais, cruzados. A coberto do grande chapéu “esclarecer todos os portugueses” houve acusações e mais acusações. Valeu tudo: O Prof. Cavaco Silva comprou e vendeu acções e ganhou “bastante” dinheiro. Qual o problema?. Um Presidente não pode negociar na bolsa?. Não pode ganhar?. Tem de esperar para vender em situação de prejuízo? Fazer o contrário do que fez, seria estupidez para qualquer cidadão, quanto mais para um economista de craveira!.; o Dr. Manuel Alegre cobrou, ao BPP, cerca de 1.500,00 euros por um texto publicitário. Qual foi o crime? A vida dele não é escrever? Escreveu!. Escreveu bem!. O cliente gostou!. Cobrou o serviço!., ponto final. Não vejo que qualquer dos casos seja relevante para determinar a opção de voto. Já dos casos de compadrio e proteccionismos partidários (a existirem), não penso da mesma maneira!... . Enfim, foi um lavar de roupa. Não digo suja, porque, na minha perspectiva, alguma não necessitava de ser lavada.

Então e o estado do país? Que está mal, já todos sabemos!... Soluções?. Difíceis?.

É pouco dizer que temos de produzir mais. É, antes, fundamental dizer onde devemos produzir; identificar os sectores onde a curto prazo temos possibilidades de crescer; diagnosticar a nossa agricultura e  indústria tradicionais, protege-las e dinamiza-las. Há tanto por onde podemos começar e parece que nenhum se lembrou!.... Não seriam estes, bons assuntos para desenvolver em campanha? Acho que muita gente iria gostar!...

Tenho respeito por todos os candidatos, particularmente pelo Prof. Cavaco que foi meu professor, e admiro a coragem de todos!... Mas, fiquei frustrado!... Esperava mais!... A situação em que nos encontramos assim o exigia!... Com pena minha, pressinto que amanhã muito boa gente não vai votar. Oxalá me engane!... Oxalá fosse eu o único frustrado!...

publicado por jcm-pq às 15:40
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Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Mundial (foi-se)

Não tenho conhecimentos de futebol que me permitam ajuizar correctamente sobre tácticas, técnicas e outras valências afins. Isto é, não sei discutir futebol!. Já tentei trocar impressões com entendidos, ou pelo menos assim parecem, e fiquei na mesma!. Têm sempre argumentação para defender o seu clube ou ídolo: O clube é o melhor de todos!. Quando perde, a culpa é dos árbitros; o ídolo é sempre o melhor jogador em campo! Se não marca é devido ao excesso de marcação do adversário, mas liberta outros!. Como não tenho contra argumentação para rebater, desisti!. Vejo os jogos que me agradam e comento com os meus botões!.

Este texto é uma excepção!. Fi-lo, porque, com mágoa minha, fomos, ontem, eliminados do mundial e fiquei com dois “ruídos” na cabeça que me fazem confusão:

Primeiro: A selecção é composta por um leque de bons jogadores. Quase todos jogam em grandes clubes europeus e há noticia de que são uma mais valia para esses clubes!. Marcam golos e assistem nas marcações!. Mas, pelo que me apercebi, as grandes figuras da selecção, neste mundial, foram o Eduardo, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Tiago e Bruno Alves!. Claro que os outros também jogaram!. Senão, nem aos oitavos chegávamos!. Lembro o jogo com a Coreia do Norte!. Mas, na verdade não vi que brilhassem como brilham nos clubes onde jogam!!!.

Segundo: Temos na selecção o melhor jogador do mundo – O Cristiano Ronaldo. Jogou no Manchester e joga, actualmente, no Real Madrid: Em qualquer destes clubes marcou e marca, esplêndidos, golos; assistiu e assiste em, extraordinárias, marcações de colegas; é visível, quer em lances de bola parada, quer em movimentações rápidas. Mas, na selecção além da troca de galhardetes e do jogo com a Coreia, onde é que esteve o Cristiano Ronaldo do Manchester; O Cristiano Ronaldo do Real Madrid; ou melhor, onde esteve o melhor jogador do mundo???!!!.

Se neste momento, não tivesse estes “ruídos” na cabeça, provavelmente estaríamos na final!!!.

 

 

Jcm-pq

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Sábado, 26 de Junho de 2010

O São João no Porto

O S. João, um dos mais popularizados Santos, é festejado no Porto com toda a pompa e circunstância, mantendo a tradição que já vem de séculos. Segundo Hélder Pacheco, pesquisador das memórias populares tripeiras, o cronista Fernão Lopes já mencionava o S. João nas crónicas de D. João I.

Os festejos, de cariz popular, são preparados de forma discreta ao longo do dia. O início, propriamente dito, dá-se a seguir ao, tradicional, jantar de sardinhas assadas acompanhadas por boas saladas e vinho tinto ou verde. Terminado o jantar, os grupos de amigos reúnem-se nos locais, previamente, programados para darem início ás rusgas. O circuito tradicional, obrigatório, das rusgas é bastante longo: Fontainhas, Rua Alexandre Herculano, Praça da Batalha, Rua de Santa Catarina, Rua Formosa, Rua Sá da Bandeira, Rua Passos Manuel, Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados. O percurso junta milhares de pessoas, munidas de martelinhos de plástico, que se movimentam agilmente, dando pancadinhas com o respectivo martelinho, nas cabeças daqueles com quem se cruzam. Antigamente, em vez dos martelinhos havia alhos porros e molhos de cidreira. Daí, o cheiro característico que se fazia sentir na cidade. Os bairros circunscritos na área das festas, organizam bailes que duram até altas horas da madrugada.

Nos dias de hoje, o S. João espalhou-se pela cidade e arredores. É festejado em discotecas, pubs e restaurantes. Tornou-se mais selectivo e cosmopolita. Perdeu um pouco a graça e a virtude de festa onde ricos e pobres conviviam uma noite de inteira fraternidade. As pancadinhas eram e são dadas indiscriminadamente sem olhar a status sociais e ninguém se zanga ou melindra. No entanto muita da tradição ainda se mantém: Os manjericos, as tendas das fogaças, as farturas, as barracas da sardinha assada; o lançamento de balões ao longo da noite e o fogo de artificio á meia noite.

A descrição fica muito aquém da realidade. Só ao vivo se pode apreciar tal beleza. É um festa sem igual no país. Quem puder deve assistir, nem que seja só uma vez, e garanto que não se vai arrepender!... Viva o São João.

 

 

Nota: Pesquisa diversa não identificada.

 

Jcm-pq

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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

As Noivas de Santo António

 

A fama, casamenteira, de Santo António já vem de longe. O facto ou os factos que originaram esta fama, acho que ninguém sabe. Contam-se muitas histórias e contos de como começou, mas não há certezas!...

Um conto que conheço, relativo á fama, até tem alguma piada!.. O gesto que podia ter provocado um acidente, deu em casamento!... Foi assim: Uma bonita jovem donzela, com idade casadoira, esperava há muito que um noivo a procurasse. Esperou!.. Esperou!... e nada. Já farta de tanto esperar, arranjou uma estatua de Santo António, o padroeiro da sua terra. Num canto do quarto, fez um altar onde expôs, num pequeno pedestal, o Santo. Acendeu uma lamparina, de azeite, que procurou manter acesa dia e noite. Todos dias, ao deitar, ajoelhava frente ao santo e orava para que lhe arranjasse um namorado!... Se não houver um mancebo novo, contento-me com um velhote, desde que não ande de muletas!... Rogava na sua oração!... Repetiu o ritual durante semanas, meses, anos … e nada aconteceu!.

Certa manhã, em vez de orar, lamentou a ingratidão do Santo. – Tanto azeite gasto!... Tanta oração!... Deves estar surdo!... Eu, que nem sou esquisita, não mereço que não me ouças!... – Desvairada, pegou no Santo e atirou-o pela janela, no momento em que sua mãe entrava no quarto, atraída pelas lamentações!... – Blasfemaste e cometeste um ultraje. Valha-te Santo António, filha!... – Repreendeu a mãe, benzendo-se.

Passava na rua, um jovem cavaleiro, bonito e alegre, que levou com a imagem do Santo na cabeça!... Se não fosse o capacete, teria sido derrubado do cavalo, provavelmente, com um valente “galo”. Com cortesia, desmontou, pegou na estátua, que por milagre ficou intacta, e subiu as escadas exteriores da casa para devolver a imagem. Quem abriu a porta, por notável coincidência, foi a donzela. Perante a beleza da rapariga, o jovem cavaleiro apaixonou-se e passado pouco tempo casaram. … Milagre de Santo António!...

Os jogos também fazem parte da fama .

Em tempos idos, por brincadeira, as raparigas em idade de casar e sem noivo, faziam dois jogos com Santo António. Ambos na véspera do dia do Santo:

Um consistia em encher um alguidar com água e meter dentro, enrolados, como sendo rifas, papelinhos com os nomes daqueles com quem gostariam de casar. Á noite colocavam o alguidar debaixo da cama. No dia seguinte o papel que estivesse mais desenrolado, revelava o nome daquele que iria ter como marido.

O outro, faziam três bolinhas de massa de pão, e introduziam numa delas um grão de pimenta. Uma bolinha punham debaixo do travesseiro; outra atrás da porta e a outra atiravam pela janela fora. No dia seguinte, viam onde estava a bolinha com o grão de pimenta. Se estivesse: debaixo do travesseiro, o casamento seria breve; detrás da porta, casariam tarde; se foi para rua, nunca casariam!...

Durante muito e muito tempo, os noivados de Santo António não passavam destes jogos ou preces para as mais crentes.

Entretanto as coisas mudaram. A comunicação social e o marketing, meteram-se no assunto e aproveitando a fama do Santo, deram-lhe uma notoriedade diferente.

Todos sabemos que o mês de Junho é o mês dos Santos Populares. Santo António, S. João e S. Pedro são os mais popularizados. Os festejos fazem-se por todo o lado. A magia do acontecimento, o cheiro a manjerico e alfazema, o fumo das fogueira e o cheiro a rosmaninho são a imagem de marca. O nosso país mantém a tradição!... e ainda bem!... espero que não morra!...

Por volta dos anos 50, o Diário Popular e os comerciantes Lisboetas, tomaram a iniciativa de patrocinar casamentos de casais com dificuldades económicas, que presenteavam com enxoval e equipamentos domésticos. O padrinho, comum a todos os casais, era Santo António e o dia escolhido para a cerimónia foi o dia do Santo. O 13 de Junho. E assim nasceram as Noivas de Santo António tal como as conhecemos hoje.

A acção teve tanta aceitação popular, que a Câmara Municipal de Lisboa, desde logo apoiou o projecto. A projecção foi tal, que o acontecimento se tornou incontornável e passou a fazer parte das festas populares da cidade.

A tradição foi interrompida em 1974. Mas, em 1997, unilateralmente, a Câmara recomeçou a patrocinar o projecto, integrando-o no programa das festas.

Nota: Pesquisa diversa não identificada.

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 12:53
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