Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

O Sonhador

Lourenço, na aparência era um homem normal e singular. Bem falante, simpático, educado e improvisador eram atributos marcantes naquele homem. Falava muito e fazia pouco!. Mas sonhos não lhe faltavam. Tinha sempre em mente um projecto que o levaria longe!. Dizia-se que foi o homem que mais profissões tentou, sem acertar em nenhuma. E é isto o interessante da sua vida!... Era conhecido por sonhador – Lourenço sonhador – para ser mais preciso. Lembro-me dele, já na fase final da sua vida, como vendedor de cautelas. Lembro-me de algumas histórias que se contavam acerca dele, que vou tentar reproduzir: Antes da instrução primária, era uma criança normalíssima. O seu desenvolvimento foi o normal da época. Brincava com as crianças da sua idade e não se viam diferenças dignas de realce. Os outros miúdos gostavam dele. Era alegre divertido e empreendedor nas brincadeiras. Nunca fez distinções. Tratava todos de igual para igual o que lhe valeu a amizade colectiva e incondicionada. Não é de admirar. Afinal, ainda, eram crianças sem preconceitos. Já na escola, apareceram os primeiros indícios de personalidade fora da gama!. Era esperto e inteligente!. Aprendia tudo!. Só que não estudava. Fez os quatro anos de escolaridade obrigatória sem comprar um único livro. Fez o exame da quarta classe com o que aprendeu nas aulas. O professor Paulo, muito cedo se apercebeu do potencial do rapaz, e aconselhou-o para o melhor: - Lourenço, estuda que podes ir longe!. Sei que não tens posses para ir para o Liceu, mas há instituições que te podem acolher e aí fazeres um curso. – Dizia-lhe com frequência. - Que instituições? – Perguntava. – O Seminário, os Pupilos do Exército, a Casa do Gaiato ou a Casa Pia!. São instituições adequadas á tua situação. Grandes homens que fizeram história passaram por lá!. - Vou pensar nisso!. – Respondia. Claro, que só pensava naquela altura. A partir dali nunca mais se lembrava. Terminou a instrução primária à tira, anulando de imediato qualquer possibilidade de continuação!... Aos doze anos iniciou a fase profissional da sua vida. Começou numa quinta, como ajudante de hortelão. Mostrou interesse e aplicou-se. O mestre acreditou que tinha ali um aprendiz capaz e continuador da sua bela profissão. Erro. Ao fim de algum tempo, começou a saturar-se daquilo. Gostava de falar com pessoas e conviver. Viver numa quinta, era demasiado monótono – dizia ele. - Ao fim de um ano abandonou. Conseguiu convencer um marceneiro a ensinar-lhe a profissão. Começou bem!.. Lidava bem com a madeira e aparentava vontade de aprender. O patrão estava orgulhoso. Dar a mão a Lourenço era uma dádiva naquela aldeia. Quem o fizesse era quase como um herói. O sr. Camilo – assim se chamava o marceneiro – não escondeu nenhum segredo da profissão. Explicou!... Mostrou!... Exemplificou!... Enfim. Quis fazer dele um profissional. E, de facto, Lourenço ia muito bem!. O que fazia, fazia bem!.... Já fazia encalhes e asa de andorinha com perfeição!. Inesperadamente, sem que ninguém esperasse, e muito menos o sr. Camilo, Lourenço demitiu-se!... Alegou que o pó da madeira lhe fazia mal à saúde. Camilo ainda tentou dissuadi-lo da ideia ……… sem êxito!... Quis ser mecânico de automóveis. Com uma “cunha” conseguiu entrar numa oficina. Só esteve três meses!.. Pensava que como aprendiz, começava logo a mexer nos automóveis!. Mas não!. Lavar peças, arrumar a ferramenta e limpar a oficina eram as tarefas iniciais dos aprendizes, e ele não era excepção!. Não gostou!.. Alegou que não se dava bem com o cheiro do gasóleo e desistiu!... Ser electricista, foi o sonho seguinte. Um conterrâneo, profissional, admitiu-o como ajudante. Este, conhecendo as tentativas anteriores de Lourenço, não acreditou que resultasse. Mas, como não tinha nada a perder, deu-lhe a oportunidade!. Para sua surpresa, o rapaz indiciou interesse!... O facto de a profissão exigir muitas deslocações, entusiasmou-o. Não gostava de estar muito tempo no mesmo sítio!. Além disto, os mecanismos eléctricos cativaram a sua atenção. Em dois anos aprendeu a profissão. Para exercê-la necessitava da carteira profissional. Para a conseguir era necessário candidatar-se e fazer um exame teórico. E, aqui é que Lourenço roeu a corda!. Candidatou-se mas não foi fazer o exame!... Nesta situação não podia exercer por conta própria!. Assim, entre trabalhar por conta de outrem ou abandonar, preferiu abandonar!... Aos vinte anos foi cumprir o serviço militar. Não gostou. A subjugação à disciplina do RDM não era do seu feitio. Gostava de liberdade!. Um ano naquela situação foi uma eternidade. Saiu como entrou, sem medalhas, louvores ou castigos. Já na disponibilidade, dizia. – A minha vida vai mudar. Vou arranjar um emprego e dedicar-me a cem por cento!. – poucos acreditaram!. – Lá está ele!... – Comentavam. Imigrou para Lisboa. A decisão foi repentina. Ninguém soube quem o ajudou!. Mas alguém foi!. Alguém alvitrou, ter sido um conterrâneo há muito tempo estabelecido na capital, na área da restauração, e que tinha estado na aldeia havia pouco tempo. Não esquecer, que ele era cativante nas conversas e conseguia convencer!. O Zé Maria caiu!. Provavelmente foi o que aconteceu! De facto em Lisboa foi na área da restauração que se iniciou. Empregado de mesa num restaurante de bairro. Sabe-se que passou por outros com mais notoriedade. Não é de admirar!. Com todos os defeitos que Lourenço pudesse ter, a verdade, é que, onde se metia saia-se muito bem. O problema estava na continuidade! Só se sentia bem onde não estava!. O que vinha a seguir era sempre melhor!... Emigrou para França. Não se sabe como!. Provavelmente como tantos outros. A salto! Era assim nos anos sessenta. Por lá trabalhou em tudo: Ajudante de pedreiro, Electricista e Restauração. Na restauração foi onde mais tempo esteve. Percorreu praticamente todo o país. Não era difícil arranjar trabalho nesta área e ele aproveitou bem!. Regressou como emigrou!. Pobre!. O que ganhava era para sobreviver!. A sua ambição não ia além disto!... Quando regressou de França, reiniciou por Lisboa. Foi lá que ficaram os últimos contactos!. Parece que manteve sempre as instalações onde habitava antes de emigrar!. Como falava bem Francês, arranjou emprego num hotel, como recepcionista!. Ganhava razoavelmente e foi o emprego que mais tempo manteve. Um piropo, inadvertido, a uma cliente, valeu-lhe o despedimento!... Regressou ás origens com sessenta e cinco anos. Cheio de projectos!. Na sua teoria tinha um futuro pela frente!. As pessoas ouviam, e à socapa sorriam!. Outros gozavam. – Agora é que vai ser!.. Ainda vais chegar a Presidente da República!... – Rematavam em gargalhada. – E curiosamente na sua simplicidade, associava-se ás risadas. Até parecia que entrava na reinação!... Nunca casou. Não se sabe dos seus envolvimentos amorosos. Se os teve, nunca falou deles!... Conhecendo a sua natureza leviana e a idade com que regressou á sua terra natal, era mais que evidente que os projectos que apregoava, não passavam de teoria. De facto, por mais tentativas que tenha feito, conseguiu uma ocupação como vendedor de cautelas. Ganhava pelo número que vendia e não se saía mal!... Fazia a sua vida sem sobrecarregar ninguém. Antes pelo contrário!. Quando tocava a pagar rodadas de bebida em tabernas, ele era o primeiro e por vezes bisava. Houve, até, quem se aproveitasse disso. Nasceu pobre e morreu pobre. A sua conduta natural foram o contributo para a sua definição de vida. Do pouco que conheci dele, não me pareceu uma pessoa infeliz. Não houve rumores de que tenha ofendido ou molestado alguém!. Dívidas, parece que nunca as teve!. Se as teve, pagou!... Quando morreu, teve um funeral digno. Para surpresa geral, o Lourenço encomendou-o em vida. O pároco da freguesia foi o fiel depositário. Pagou todas as despesas, antecipadamente, e testamentou que os seus precários haveres vertessem para a Santa Casa da Misericórdia. O Lourenço, tinha a cabeça leve!... É verdade!... Mas viveu a sua vida como um senhor!... É recordado com alguma admiração!... Passados quarenta anos da sua morte, ainda se fala do Lourenço sonhador, como se fala do Padre Inácio!... Penso, que nunca será esquecido!...

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Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Mundial (foi-se)

Não tenho conhecimentos de futebol que me permitam ajuizar correctamente sobre tácticas, técnicas e outras valências afins. Isto é, não sei discutir futebol!. Já tentei trocar impressões com entendidos, ou pelo menos assim parecem, e fiquei na mesma!. Têm sempre argumentação para defender o seu clube ou ídolo: O clube é o melhor de todos!. Quando perde, a culpa é dos árbitros; o ídolo é sempre o melhor jogador em campo! Se não marca é devido ao excesso de marcação do adversário, mas liberta outros!. Como não tenho contra argumentação para rebater, desisti!. Vejo os jogos que me agradam e comento com os meus botões!.

Este texto é uma excepção!. Fi-lo, porque, com mágoa minha, fomos, ontem, eliminados do mundial e fiquei com dois “ruídos” na cabeça que me fazem confusão:

Primeiro: A selecção é composta por um leque de bons jogadores. Quase todos jogam em grandes clubes europeus e há noticia de que são uma mais valia para esses clubes!. Marcam golos e assistem nas marcações!. Mas, pelo que me apercebi, as grandes figuras da selecção, neste mundial, foram o Eduardo, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Tiago e Bruno Alves!. Claro que os outros também jogaram!. Senão, nem aos oitavos chegávamos!. Lembro o jogo com a Coreia do Norte!. Mas, na verdade não vi que brilhassem como brilham nos clubes onde jogam!!!.

Segundo: Temos na selecção o melhor jogador do mundo – O Cristiano Ronaldo. Jogou no Manchester e joga, actualmente, no Real Madrid: Em qualquer destes clubes marcou e marca, esplêndidos, golos; assistiu e assiste em, extraordinárias, marcações de colegas; é visível, quer em lances de bola parada, quer em movimentações rápidas. Mas, na selecção além da troca de galhardetes e do jogo com a Coreia, onde é que esteve o Cristiano Ronaldo do Manchester; O Cristiano Ronaldo do Real Madrid; ou melhor, onde esteve o melhor jogador do mundo???!!!.

Se neste momento, não tivesse estes “ruídos” na cabeça, provavelmente estaríamos na final!!!.

 

 

Jcm-pq

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Sábado, 26 de Junho de 2010

O São João no Porto

O S. João, um dos mais popularizados Santos, é festejado no Porto com toda a pompa e circunstância, mantendo a tradição que já vem de séculos. Segundo Hélder Pacheco, pesquisador das memórias populares tripeiras, o cronista Fernão Lopes já mencionava o S. João nas crónicas de D. João I.

Os festejos, de cariz popular, são preparados de forma discreta ao longo do dia. O início, propriamente dito, dá-se a seguir ao, tradicional, jantar de sardinhas assadas acompanhadas por boas saladas e vinho tinto ou verde. Terminado o jantar, os grupos de amigos reúnem-se nos locais, previamente, programados para darem início ás rusgas. O circuito tradicional, obrigatório, das rusgas é bastante longo: Fontainhas, Rua Alexandre Herculano, Praça da Batalha, Rua de Santa Catarina, Rua Formosa, Rua Sá da Bandeira, Rua Passos Manuel, Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados. O percurso junta milhares de pessoas, munidas de martelinhos de plástico, que se movimentam agilmente, dando pancadinhas com o respectivo martelinho, nas cabeças daqueles com quem se cruzam. Antigamente, em vez dos martelinhos havia alhos porros e molhos de cidreira. Daí, o cheiro característico que se fazia sentir na cidade. Os bairros circunscritos na área das festas, organizam bailes que duram até altas horas da madrugada.

Nos dias de hoje, o S. João espalhou-se pela cidade e arredores. É festejado em discotecas, pubs e restaurantes. Tornou-se mais selectivo e cosmopolita. Perdeu um pouco a graça e a virtude de festa onde ricos e pobres conviviam uma noite de inteira fraternidade. As pancadinhas eram e são dadas indiscriminadamente sem olhar a status sociais e ninguém se zanga ou melindra. No entanto muita da tradição ainda se mantém: Os manjericos, as tendas das fogaças, as farturas, as barracas da sardinha assada; o lançamento de balões ao longo da noite e o fogo de artificio á meia noite.

A descrição fica muito aquém da realidade. Só ao vivo se pode apreciar tal beleza. É um festa sem igual no país. Quem puder deve assistir, nem que seja só uma vez, e garanto que não se vai arrepender!... Viva o São João.

 

 

Nota: Pesquisa diversa não identificada.

 

Jcm-pq

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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

As Noivas de Santo António

 

A fama, casamenteira, de Santo António já vem de longe. O facto ou os factos que originaram esta fama, acho que ninguém sabe. Contam-se muitas histórias e contos de como começou, mas não há certezas!...

Um conto que conheço, relativo á fama, até tem alguma piada!.. O gesto que podia ter provocado um acidente, deu em casamento!... Foi assim: Uma bonita jovem donzela, com idade casadoira, esperava há muito que um noivo a procurasse. Esperou!.. Esperou!... e nada. Já farta de tanto esperar, arranjou uma estatua de Santo António, o padroeiro da sua terra. Num canto do quarto, fez um altar onde expôs, num pequeno pedestal, o Santo. Acendeu uma lamparina, de azeite, que procurou manter acesa dia e noite. Todos dias, ao deitar, ajoelhava frente ao santo e orava para que lhe arranjasse um namorado!... Se não houver um mancebo novo, contento-me com um velhote, desde que não ande de muletas!... Rogava na sua oração!... Repetiu o ritual durante semanas, meses, anos … e nada aconteceu!.

Certa manhã, em vez de orar, lamentou a ingratidão do Santo. – Tanto azeite gasto!... Tanta oração!... Deves estar surdo!... Eu, que nem sou esquisita, não mereço que não me ouças!... – Desvairada, pegou no Santo e atirou-o pela janela, no momento em que sua mãe entrava no quarto, atraída pelas lamentações!... – Blasfemaste e cometeste um ultraje. Valha-te Santo António, filha!... – Repreendeu a mãe, benzendo-se.

Passava na rua, um jovem cavaleiro, bonito e alegre, que levou com a imagem do Santo na cabeça!... Se não fosse o capacete, teria sido derrubado do cavalo, provavelmente, com um valente “galo”. Com cortesia, desmontou, pegou na estátua, que por milagre ficou intacta, e subiu as escadas exteriores da casa para devolver a imagem. Quem abriu a porta, por notável coincidência, foi a donzela. Perante a beleza da rapariga, o jovem cavaleiro apaixonou-se e passado pouco tempo casaram. … Milagre de Santo António!...

Os jogos também fazem parte da fama .

Em tempos idos, por brincadeira, as raparigas em idade de casar e sem noivo, faziam dois jogos com Santo António. Ambos na véspera do dia do Santo:

Um consistia em encher um alguidar com água e meter dentro, enrolados, como sendo rifas, papelinhos com os nomes daqueles com quem gostariam de casar. Á noite colocavam o alguidar debaixo da cama. No dia seguinte o papel que estivesse mais desenrolado, revelava o nome daquele que iria ter como marido.

O outro, faziam três bolinhas de massa de pão, e introduziam numa delas um grão de pimenta. Uma bolinha punham debaixo do travesseiro; outra atrás da porta e a outra atiravam pela janela fora. No dia seguinte, viam onde estava a bolinha com o grão de pimenta. Se estivesse: debaixo do travesseiro, o casamento seria breve; detrás da porta, casariam tarde; se foi para rua, nunca casariam!...

Durante muito e muito tempo, os noivados de Santo António não passavam destes jogos ou preces para as mais crentes.

Entretanto as coisas mudaram. A comunicação social e o marketing, meteram-se no assunto e aproveitando a fama do Santo, deram-lhe uma notoriedade diferente.

Todos sabemos que o mês de Junho é o mês dos Santos Populares. Santo António, S. João e S. Pedro são os mais popularizados. Os festejos fazem-se por todo o lado. A magia do acontecimento, o cheiro a manjerico e alfazema, o fumo das fogueira e o cheiro a rosmaninho são a imagem de marca. O nosso país mantém a tradição!... e ainda bem!... espero que não morra!...

Por volta dos anos 50, o Diário Popular e os comerciantes Lisboetas, tomaram a iniciativa de patrocinar casamentos de casais com dificuldades económicas, que presenteavam com enxoval e equipamentos domésticos. O padrinho, comum a todos os casais, era Santo António e o dia escolhido para a cerimónia foi o dia do Santo. O 13 de Junho. E assim nasceram as Noivas de Santo António tal como as conhecemos hoje.

A acção teve tanta aceitação popular, que a Câmara Municipal de Lisboa, desde logo apoiou o projecto. A projecção foi tal, que o acontecimento se tornou incontornável e passou a fazer parte das festas populares da cidade.

A tradição foi interrompida em 1974. Mas, em 1997, unilateralmente, a Câmara recomeçou a patrocinar o projecto, integrando-o no programa das festas.

Nota: Pesquisa diversa não identificada.

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 12:53
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Privilégio

Li em algum sítio que mais de 50% dos Portugueses, jogam no totoloto, no euro milhões, no totobola ou nas lotarias, procurando dinheiro, fortuna ou riqueza que lhes proporcione bem-estar económico e social.
Em entrevistas, há quem afirme, categoricamente, que joga para enriquecer.
Só que, os jogos de sorte são incertos, e a tão ambicionada riqueza pode nunca chegar, frustrando estes jogadores.
Esquecem-se, no entanto, de valorizar outras riquezas que possuem sem dar por isso.
- Ter saúde, trabalho e uma família, não é uma riqueza? - Viver num país onde os conflitos sociais e catástrofes não atingem, ou não têm atingido, as dimensões das que acontecem noutras partes do mundo, não será um bem - Estar vivo, não será a melhor e maior riqueza?
Penso que só lhes dão valor, as pessoas que as não têm. As que as têm, não dão por elas, ou não ligam.
Mas há mais.
E ter amigos? Não será outra riqueza?
Além de ser uma riqueza, e grande, é um privilégio, sem igual, que está ao alcance de todos.
Falar com os amigos, visitá-los, convidá-los para um almoço ou um passeio, são maneiras nobres e gratificantes de se tornar rico. Apostar nos jogos de sorte, é incerto, mas apostar nas amizades é certo, seguro, rentável e custa tão pouco. Basta querer. Basta ser amigo.
Que tem amigos é rico. É privilegiado.

Jcm-pq
 

publicado por jcm-pq às 21:16
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Comportamento

Entrei no Jumbo de Faro para fazer compras. Passei pela área de livros e publicações e dei uma olhada ás capas das revistas expostas.
De repente ouvi a seguinte frase: “ F..., se eu tivesse este body, mandava à M… o C… da escola”.
Uma frase tão curta e três palavrões. Se estivesse no Norte, não me admirava, mas ali até parece que tinha ouvido mal. O tom de voz, não foi alto, mas ouviu-se bem num raio de três metros. Olhei, e vi duas jovens que não tinham mais de 15 anos. Nem sei qual delas foi a autora. Ao aperceberem-se que eu tinha ouvido, deram uma gargalhada e seguiram para a secção dos discos.
A observação foi feita á capa de uma revista que mostrava os atributos físicos dum modelo fotográfico de que nem sei o nome.
No momento nem sei se fiquei chocado ou indignado. Disse para mim próprio: tem calma Zé, não te enerves, não tens nada a ver com isso as boas ou as más acções só ficam bem ou mal a quem as pratica.
Acalmei, mas não deixei de pensar no sucedido. Ao princípio achei, as gaiatas do piorio, mal educadas, provocadoras e pensei que comportamentos assim é que fazem a sociedade que temos. Pensei melhor e concluí: que podem até ser mal educadas, mas não são do piorio nem são provocadoras, podem é ser vítimas das falhas existentes no ciclo da educação.

Os palavrões, impressionam pelo facto de serem ditos em local público, por duas crianças e sobretudo com o à vontade em que foram proferidos. Penso que isto é um problema de educação que pode ser visto a três níveis: na escola, em casa e na sociedade.

A missão básica da escola é ensinar e educar. É na escola que os jovens iniciam a sua convivência em sociedade. Como não podia deixar de ser, nesta convivência aprende-se tudo. O bem e o mal. Dentro do que é possível, os professores, orientam, de forma colectiva, para o melhor caminho a seguir. Admitamos que não será fácil conseguir o óptimo da perfeição em comportamento lidando com um colectivo, por vezes bastante vasto de jovens. Alguns escapam. Portanto há falhas.
Do meu ponto de vista, estas falhas, devem ser supridas em casa. Os pais são os responsáveis pelo comportamento dos filhos. Um comportamento exemplar dos pais é meio caminho andado, já que os filhos têm tendência em os imitar. Mas, em vez disto, tenho a certeza que muitos jovens, actualmente, aprendem com os próprios pais condutas de mau comportamento, imitando-os. Já tenho ouvido pais chamar os filhos em termos impróprios, como: “vem cá ó filho da P…..”e utilizando estes termos dizem que são “prá frentex…..”. Com uma educação assim, é impossível educar. Também aqui há falhas.
Não posso esquecer o meio de convivência. Este passa à margem da escola e dos pais. Os jovens uns com os outros pensam que o meio de se afirmarem é com atitudes de choque, não importa o sentido. Dizer palavrões em público, é um meio de chamar a atenção sobre si próprios.
Para as jovens em questão, se calhar, foi natural dizerem o que disseram. Para elas é o meio de se afirmarem, de se tornarem crescidas, adultas, etc… Podem ser vítimas das falhas que apontei no ciclo da educação e do ambiente em que vivem. Em suma são vítimas da sociedade.

Pensei também no sentido da frase.
Tendo em conta o conteúdo da revista: “revista para homens”, deduzo que a jovem pensou ou pensa, que se tivesse um corpo como aquele, não precisaria de mais nada para viver.
Se a dedução estiver certa, é pena ver, como jovens daquela idade, já pensam na maneira fácil de ganhar dinheiro.
Esta forma de pensar, pode ser uma consequência da educação deficiente que teve ou dos próprios média que massacram a sociedade, exibindo, sobretudo em revistas, padrões de beleza física que, indirectamente, descriminam negativamente quem está fora dele, omitindo outros padrões de beleza interior ou qualidades interessantes e valorosas. Este processo faz com que os jovens só vejam os seus “defeitos” físicos e não as suas qualidades.

Como mudar isto? Não sei!….

Descrevi e analisei desta forma a situação que presenciei e me chocou. Fico melhor comigo próprio, desabafando no papel aquilo que penso e sinto.
Partilho com os amigos, na perspectiva de que lhes pode ser útil o meu ponto de vista e de me ficarem a conhecer melhor.

Jcm-pq
 

publicado por jcm-pq às 16:49
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Sábado, 27 de Junho de 2009

Amizade

A maneira mais fácil de ter amigos é ser amigo. È uma verdade, que tem tanto de incontestável como de dificuldade em validar. É fácil dizer que somos amigos, que temos amigos, que fazemos tudo pelos amigos e que é bom ter amigos!... Difícil é ser-se amigo. Podemos até pensar que somos amigos de alguém e na verdade não sermos tanto quanto julgamos.
A amizade valida-se pelo que se sente e não pelo que se diz ou, em algumas situações, faz. A validação cabe a cada um fazê-la. Só nós sabemos o que sentimos pelos outros. A sinceridade é a base. O convívio é o meio, mais eficaz, de verificarmos a sinceridade daqueles que dizem ser nossos amigos. Não é preciso dizer “sou amigo”. A amizade sente-se nos dois sentidos.
Há muitos indicadores que permitem validar a amizade sentida e que, certamente, diferem de indivíduo para indivíduo, consoante a sua personalidade, formação, maneira de ser, etc… Cada um é que sabe ou escolhe o seu indicador chave.
Os meus indicadores chave são o contentamento e a tristeza. Se a algo de bom ou mau que acontece a um amigo lhe associar os respectivos indicadores, sinto que sou amigo, se ficar indiferente, acho que não.
Esta semana a minha amiga AC, abriu o seu escritório de Advogada. É o princípio da sua actividade profissional. Sinceramente fiquei contente. Fiz as minhas preces, com toda a fé que me é possível, no sentido de tudo lhe correr tal como ela deseja. Enviei-lhe um mail de encorajamento, que passo transcrever:
“Na próxima Quarta Feira, dia 1 de Julho, sem eufemérides a recordar, que eu conheça, até parece um dia normal!. Parece! Mas não é. Para mim, é um dia, em que uma amiga, muito querida, ganha mais uma etapa dum plano (plano B) na organização da sua vida, o que acho óptimo. Para ti, a vencedora dessa etapa, é o dia de abertura do teu escritório, do teu espaço, e marca o início de outra etapa, muito importante, a percorrer no futuro, exercer Advocacia por conta própria, que espero seja suspensa num curto/médio prazo, quando fizeres o CEJ.
Portanto é um dia a recordar para sempre.
Admiro a tua coragem e determinação. A tua motivação supera todos os obstáculos; és uma pessoa, que não apregoa o que vai fazer! Faz mesmo!. Isto é uma característica de pessoas com cariz profissional, que sabem o que querem; de pessoas lutadoras e vencedoras; de pessoas de ideias fixas; de pessoas que lutam pela realização dos seus sonhos. É uma característica que aprecio com agrado.
Que inicies em boa hora; que os resultados, sejam tão grandes quanto a tua vontade e dedicação; que obtenhas o sucesso desejado. Desejo-to do coração. Com a ajuda de Deus vais conseguir. Tu mereces.
Estou feliz e contente, por ti!.”
Fi-lo com toda a sinceridade. O que disse é sentido. Sou amigo dela. Disso tenho a certeza.
Espero que todos aqueles que ela considera como amigos, o sejam. Se não forem, muito rapidamente ela se vai aperceber. Porque nestas alturas aparecem normalmente indicadores de inveja, cinismo e gozo. Nestas alturas e com estes acontecimentos, os amigos mostram-se e sentem-se.


Jcm-pq
 

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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Natal e marketing

 “ O Natal é quando o homem quiser”. Na verdade assim é. Fazer bem sem olhar a quem, qualquer altura é boa, bem vista, bem aceite e digna de realce. A humanidade reconhece e agradece.

O Natal, visto como época, efeméride, festa, aniversário ou algo mais que desconheço, é fruto de uma velha tradição católica, de há dois mil anos para cá. A sua forma e notoriedade têm sofrido algumas metamorfoses ao longo do tempo. Antes era visto, puramente, como época de índole religiosa; hoje de índole religiosa e comercial. Parece absurdo e blasfémico misturar as duas índoles.

Pensando bem, acho que não.

O ambiente envolvente criado pelo marketing é impressionante. Milhões de lâmpadas a piscar ou constantes em iluminações públicas ou privadas, com configuração de estrelas, árvores, presépios, renas, colunas ou arcos, é espectacular. A música nas ruas, avenidas, lojas e centros comerciais, alusiva á época, entra nos ouvidos com uma doçura, tão grande, que quebra qualquer coração, por mais duro que seja. Este marketing, consegue criar um ambiente de amor, de ternura e tolerância. Com amor e ternura, as pessoas aproximam-se. A troca de prendas é a prova disso. As mensagens de Natal, por qualquer via de comunicação, têm um sabor diferente do que se fossem recebidas fora desta época. As palavras ou frases podiam ser as mesmas, mas não entoariam da mesma forma. Não há dúvida, cada coisa na sua época.

Ao contrário do que muita gente pensa, o marketing desenvolvido, á volta do Natal, não prejudica em nada o seu significado religioso. Antes, reforça-o. Há mais solidariedade com os pobres e sem abrigo, oferecendo-lhe uma refeição, decente, na noite de Natal. Os lares de idosos, hospitais, prisões e outras instituições de caridade, ou não, fazem a sua festa de Natal. Ninguém fica de fora. Ninguém é esquecido.

Se o Natal fosse só quando o homem quisesse, pode ser que fosse sempre, pouca vez, nunca ou se limitasse á consoada em família. Assim, há a garantia de que pelo menos uma vez por ano, há Natal para todos. Neste caso as índoles comercial e religiosa combinadas, resultam bem. O resultado desta combinação é o que de mais sublime se pode encontrar: Amor e solidariedade entre as pessoas. E, isto é NATAL .

 

Jcm-pq

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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Contos moralistas

Na sociedade actual, cada vez se assiste mais a atropelos e concorrência desleal entre as pessoas. É quase uma selva ou um salve-se quem puder. Sabemos que está mal, ou pelo menos toda a gente diz que sim com a cabeça, mas a culpa nunca é nossa, é sempre dos outros.

Sabemos que temos uma missão. Toda a gente tem uma missão, mas será que nos preparamos, convenientemente, para a cumprir?. Se calhar, não!!! E, não será esta a causa dos males e defeitos que vemos na sociedade?

Há muito tempo contaram-me um conto. Na altura não o percebi, nem vi qualquer moral a tirar dele. Achei que era mais uma história da carochinha. Hoje, vejo e sinto que esse conto “antigo” permanece muito actual.

 

Vou dar o meu melhor na sua reprodução!.

 

Os Aguadeiros do Rei

 

Num reino muito distante, o Rei mandou construir o seu Castelo no ponte mais alto e inacessível do território. A localização era óptima, quanto a defesa e segurança, mas não tinha água. No planalto que circundava o morro onde fora construído o Castelo, havia duas nascentes. Uma do lado Norte a outra do lado Sul. O acesso a ambas era muito difícil.

Para abastecer o castelo de água, o rei contratou dois aguadeiros. Um para cada nascente. Um era alto, forte, bem constituído fisicamente, dextro e muito perspicaz. O outro, era em tudo, inferior. O que mostrava melhores atributos e qualidades ficou com a nascente Norte e obviamente o outro com a do lado Sul.

A tarefa de cada um, era encher o reservatório que lhe competia. Logo que estivesse cheio, podia parar e não fazer mais nada. A sua missão, diária, estava cumprida.

O aguadeiro perspicaz, preparou o acesso á nascente, de forma a permitir-lhe ligeireza, para que mais rapidamente enchesse o reservatório que lhe competia e ficar assim, com tempo livre para passear e descansar. Então optou por fazer atalhos, com alguma inclinação e com degraus mais altos que o normal. Num ápice concluiu a obra. O acesso, embora melhorado, estava longe de se considerar bom. Isso não preocupou o aguadeiro, porque era forte e fazia o percurso com facilidade. Em meio dia enchia o seu reservatório. O resto do dia passava-o a dormir ou a dar conversa aos guardas do Castelo.

O outro aguadeiro, também preparou o acesso, á sua nascente, de forma a permitir-lhe ligeireza e condições para cumprir a sua missão. Como era mais fraco fisicamente, escolheu inclinações menos acentuadas, fez degraus simples e normais e foi mais longe. Ao longo do percurso criou zonas de descanso, onde plantou árvores, flores, e, fez um banco, grosseiro, em cada uma, para se poder sentar. Demorou mais tempo que o outro, mas ficou óptimo. Criou um acesso mais longo, mas mais fácil. Plantou árvores e flores que tinha de regar. Como tinha zonas de descanso, quando passava nelas, descansava. Levava o dia inteiro para encher o reservatório que lhe competia.

Ao fim do dia quando se encontravam nos aposentes, o primeiro ria. – Durante a tarde não fiz nada, estive aqui de papo para o ar – Dizia com ar de gozo – E o rei até me elogiou por ter sido tão rápido – Acrescentava. – Ainda bem – Era a resposta do outro.

Passado algum tempo o aguadeiro da nascente Norte, começou a ter dificuldades em encher o reservatório, no meio dia de que ele tanto se gabava. Gradualmente o tempo foi aumentando, até que em dada altura, acabava de encher ao mesmo tempo que o outro. Por vezes, quando chegava aos aposentes o companheiro já lá estava. Chegava tão cansado, que dava pena. Deitava-se sem dizer uma palavra.

O aguadeiro da nascente Sul mantinha o mesmo ritmo e não se notava qualquer alteração na sua conduta. Continuava a cumprir a sua missão com eficiência.

Aconteceu, que o Rei farto de estar limitado ás muralhas do castelo, resolveu fazer uns passeios. Escolheu os caminhos dos aguadeiros, e alternadamente ia ás duas nascentes. Quando ia á nascente Norte, a Rainha queixava-se do mau humor do Rei e comentava o seu visível cansaço. Quando ia á nascente Sul o efeito era exactamente o contrário. O rei chegava de bom humor e fresquinho que nem uma alface.

Algum tempo depois, o aguadeiro da nascente Norte adoeceu e teve de ser substituído. Faleceu passado algum tempo. O motivo da morte foi o terrível cansaço que dele se apoderou. O da nascente Sul, continuou ao serviço e a cumprir a sua missão, por longos e longos anos.

O Rei continuou a fazer os seus passeios, mas só à nascente Sul.

 

Moral da história. Cada um tire a que entender!!!.

 

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 10:43
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Pára-quedismo

Sou um entusiasta do pára-quedismo. Tudo quanto se relaciona com este tema, desperta-me o interesse. Não tivesse, eu, sido pára-quedista militar! É verdade! O bichinho ficou cá dentro.

Um dia destes, estava com um amigo, prostrado, em frente á Televisão, para assistirmos a um desafio de futebol. Antes do desafio começar, o programa de recepção no estádio, contemplava saltos em pára-quedas. Saltos de queda livre. Enquanto assistia, perguntei ao meu amigo. – Sabes que idade tem o pára-quedismo? – Não sei. Palpita-me que a mesma que a aviação. – Respondeu. – Estás enganado, é bem mais recente. Tal como o conhecemos, remonta ao final dos anos 30.

Bem! Não admira as pessoas não saberem. São curiosidades que só despertam interesse a alguém como eu, apreciador da modalidade.

Ver o pára-quedismo de hoje e compará-lo com o dos primórdios, a diferença é abissal. A modernização dos equipamentos (pára-quedas) e das próprias aeronaves, contribuíram para a sua evolução e desenvolvimento. O aparecimento dos denominados “desportos radicais” também foi uma ajuda, pelo menos, para diversificar a modalidade.

No inicio, os pára-quedas eram enormes. Só a calote, de tecido de seda, tinha a dimensão de quarenta metros quadrados. Insuflado e vista no ar, não parecia. Não eram fáceis de manobrar. Deslizavam ao sabor do vento. Para facilitar a aterragem, o pára-quedista puxava os cordões do lado do vento, por forma a criar uma aba na calote, que funcionava como corta vento. Isto permitia mais suavidade nas aterragens. Um marco importante na evolução do pára-quedismo, foi o aparecimento da queda livre. Nos saltos em queda livre, o pára-quedista é que tem de accionar o mecanismo de abertura, quando achar oportuno e seguro. Normalmente, é entre os quatrocentos e os oitocentos metros, independentemente da altura da saído do avião. Os saltos automáticos, são efectuados entre os quatrocentos e os seiscentos metros ,e, o mecanismo de abertura é accionado por uma tira extractora que fica presa na aeronave. Quando o pára-quedas está completamento fora do saco e totalmente esticado, rebenta, por tracção, o fio que liga o pára-quedas á tira extractora, e o pára-quedas, abre.

Os pára-quedas de queda livre eram bastante diferentes dos outros. Tinham fendas, ligadas a cordões, que o pára-quedista manobrava para contrariar o vento. Esta potencialidade permitia obter bons resultados em saltos de precisão.

Hoje em dia, tanto os pára-quedas como os saltos, não têm muito a ver com os de antigamente.

Os pára-quedas, de queda livre, de hoje (parapentas), são autênticas asas que conseguem voar contra o vento. Por isto, consegue-se maior precisão nos saltos e aterragens sempre em pé. São facilmente manobráveis e o mecanismo de abertura foi melhorado, tornando-se mais seguro. Foi-lhe associado um computador, que provoca a abertura á altura predeterminada, se o pára-quedista não o fizer antes.

Tenho de referir o “win surf”. Há vinte anos atrás, se alguém falasse nisto, chamavam-lhe doido e se o tentasse fazer, passava de doido a maluco varrido. Não sei quando é que o primeiro aventureiro o fez. Mas, voar em cima de uma prancha deve ser uma das maravilhas do mundo. Temos assistido a belas imagens, quando os festivais são transmitidos por televisão.

Não posso esquecer a possibilidade que foi dada a toda a gente. Qualquer pessoa, deficiente ou não e dos oito aos oitenta anos, pode saltar em pára-quedas. Pendura de pára-quedista experiente, é certo, mas não deixa de ser um salto em pára-quedas. A sensação e emoção é igual. O testemunho de quem já o fez, é positivo.

Desta breve descrição, vejo o quanto o pára-quedismo evoluiu. Já no meu tempo considerava uma grande evolução em relação ao inicio. Mas, desde aqui até agora, embora o período de tempo, seja sensivelmente o mesmo, a evolução é enorme.

Com certeza que não vai parar. Como será daqui a trinta anos!!!?. Veremos

 

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 15:22
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