Quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

Não há fumo sem fogo!

 

Somos um país pequeno, mas grande em manobras politicas, sociais, financeiras e outras mais. Se somássemos todos os casos com indícios de corrupção e vigarice, talvez não havesse um dia em que isto não acontecesse. Aos jornais só chegam, ou só interessa que cheguem os de maior vulto e que envolvam figuras públicas conhecidas. Vejamos: BPN, Freeport, Apito Dourado, Face Oculta, … BES e agora a Tecnoforma/CPPC. Há por aí, certamente, casos mais pequenos que não são descobertos, ou mesmo que o sejam não são noticiados. O que me leva a escrever este artigo é o último caso. Não que esteja surpreendido!. Ficaria surpreendido é se não surgisse nada deste género, em relação a este Primeiro Ministro. Parece-me que nenhum, antes, escapou a criticas e acusações idênticas.

Em todos os casos anteriores (BPN, Freeport, BES …) fez-me confusão os órgãos fiscalizadores, nunca terem dado por nada!. No caso BES, ainda pior, porque, parece que nem a Troika “cheirou” nenhuma irregularidade. Incompetência, prepotência, desleixo ou interesses dúbios? . Se calhar um pouco de tudo!. À medida que os casos vão sendo arrumados ou arquivados, tento auto-convencer-me de que as coisas aconteceram, devido à dimensão das entidades, o que dificulta a fiscalização pormenorizada e cruzada. Não que isto justifique seja o que for!. Mas, ameniza-me o espírito!. Com a Tecnoforma e a CPPC é diferente. Acho que a sua dimensão permite ou permitia uma fiscalização e controlo correctos. Certamente estas empresas têm um Conselho Fiscal, um ROC (Revisor Oficial de Contas) e provavelmente Auditoria Externa, devido à existência de fundos europeus. Nenhuma destas entidades fiscalizadoras, questionou a exclusividade do Dr. Passos Coelho? Uma das obrigações destes órgãos é exactamente essa quando há a possibilidade de incompatibilidade funções de funcionários e ou dirigentes. A própria Assembleia da República não devia, também, estar atenta? E, porque que é que isto só veio a público agora? Já lá vão, quase 15 anos!. Acredito que se o visado não fosse Primeiro Ministro, nunca se saberia!. E, a gravidade era a mesma!. Só pode haver um interesse e adivinha-se qual é!. Eleições de 2015!.

Agora, até ao desfecho, que já se prevê ser igual aos outros, assistimos ao jogo de ping-pong. O Sr. Primeiro Ministro diz, tardiamente e pouco convincente, que não recebeu nada ilegal. Diz, ainda, que isto se deve ao incomodo que causou por ter mudado a forma de fazer política e que, devido a isto, um “mensageiro” lhe disse, que o seu governo não ia durar muito. Bem!. A denuncia foi anónima e parece que o “mensageiro” anónimo é. Não será anonimato a mais?!. A oposição, em bloco, ataca e contra-ataca. Confusão e mais confusão!. Mais: Porque que é que o Dr. Passos Coelho não deixa verificar as suas contas bancárias?. Era uma forma de limpar o seu bom nome e o cargo que desempenha. Não lhe ficava nada mal!. Quem não deve não teme, lá diz o ditado! Porque que é que não se faz uma Auditoria aprofundada às contas da Tecnoforma e da CPPC? Acho que a existência de um “saco azul” era justificação mais que suficiente!. Lembro o “saco azul” de Felgueiras de há uns anos atrás! Era bom, para bem do Dr. Passos Coelho e de todos os políticos com aspirações futuras, que fosse dada plena abertura e transparência à investigação e que o caso ficasse devidamente esclarecido, independentemente do resultado!.

Bem!. Seja verdade ou mentira, a dúvida já ninguém a consegue apagar!. Diz o velho ditado “onde há fumo é porque lá houve lume”. E, isto quer queiram ou não, traz consequências políticas!. Acho, que é suficiente para decidir votos nas próximas eleições. No mínimo, ajuda indecisos a decidirem-se!...

 

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 19:27
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

Termas de Monfortinho/Monfortinho /Hotel Astoria / Hotel Fonte Santa

 

 

Não pretendo com este título fazer qualquer tipo de publicidade às entidades visadas. As referências na Internet são boas e foi através delas que lá cheguei. Quero, somente, espevitar a curiosidade das pessoas, como forma de estímulo a lerem o texto onde descrevo uma situação, que se passou comigo na vila de Monfortinho e que classifico de “insólita”,

 

Então foi assim:

 

Não conhecia esta região e decidi escolher um sítio para fazer de base por três ou quatro dias, fazer umas saídas pelas redondezas e ficar a conhecê-la com algum pormenor. Escolhi Monfortinho que me pareceu adequado e retirei, da internet, referências dos hotéis Astoria e Fonte Santa.

Num dia, bonito, de Julho, pelas 11H30, entrei na vila e sem sair do carro dei uma volta de reconhecimento. Agradou-me o ambiente: Limpo, verdejante, pouca gente e transito quase nulo. À primeira vista, o local era bom para o que pretendia. De seguida procurei os hotéis. A meio de uma rua larga, com duas faixas de rodagem, vislumbrei ao fundo, estampado num muro “Fonte Santa” e disse para minha mulher – Olha o Hotel Fonte Santa é além ao fundo e o Astoria, pelo que vi na internet, não fica longe. Continuei devagar, tentando descobrir a entrada do Fonte e Santa e ao mesmo tempo indicação do Astoria. A entrada do Fonte Santa não era ali. No topo da rua, voltei para a outra facha, para voltar imediatamente à direita, para onde me pareceu que seria o Astoria, e não me tinha enganado, o caminho era o correcto. Qual foi o meu espanto, que saído não sei de onde, me apareceu à frente um GNR a fazer sinal para encostar. Encostei. Depois da continência, obrigatória, pediu-me os documentos da viatura. Enquanto procurei os documentos, o guarda deu uma volta pela frente do carro, em jeito de verificação – Até pensei que tivesse alguma informação que tornasse a viatura suspeita de qualquer coisa que se tivesse passado – Mas, felizmente não. Então após a verificação do certificado de seguro, é que o guarda me disse que na avenida não tinha cumprido correctamente as regras de trânsito quando inverti a marcha no fundo da rua. De facto com a preocupação na procura dos hotéis e sem movimento nenhum (só circulava a minha viatura) não dediquei grande atenção à manobra. Em suma, circulava à vontade!... Acho, tendo em atenção que não houve nenhum perigo à vista, que uma chamada de atenção era pertinente, suficiente, razoável e sensata!. Mas o resultado foi outro. Fui autuado em 60 euros (soube o valor, mais tarde, quando recebi a notificação). Perante isto, se 10 minutos antes tinha decidido ficar por ali, no minuto seguinte ao acontecido, decidi já nem almoçar na vila. Em frente ao Astoria fiz a inversão de marcha e rapidamente cheguei à saída da vila. Rumei para Idanha-a-Nova, onde fiz o que tinha pensado fazer em Monfortinho.

Quando disse que considerei a situação “insólita”, não foi pelo facto de ter sido autuado!. Infringi as regras, paguei por isso, ponto final. Os 60 euros não me fazem falta nem me deixam incomodado. (Incomodado, ficaria, se com a minha distracção tivesse criado perigo para alguém). Só, que à trinta e nove anos que tenho carta de condução. Conduzo habitualmente em Lisboa no Porto e por todo o país. Tenho conduzido em Madrid, Barcelona, Valência, Alicante, S. Sebastião, Bilbau e outras zonas de Espanha. Também em França, já fiz bastantes quilómetros: Bordéus, Nantes, Paris Toulouse, etc…Nunca tive o mínimo problema e nunca fui autuado a circular por todos estes sítios em que a intensidade de transito e populacional é elevadíssima e fui-o num sítio em que a única viatura a circular era a minha e no momento estávamos ali três pessoas: eu, a minha mulher e o guarda!. É “insólito” ou não?!!!.

Ao descrever esta situação, não pretendo nada de especial. Faço-o por dois motivos: Primeiro, partilhar a “experiência” com os meus amigos e leitores habituais dos blog´s. Segundo, alertá-los para terem cuidado, quando circulem em sítios calmos, porque “boas vindas” como estas não são nada agradáveis!...   

publicado por jcm-pq às 12:37
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

O Sonhador

Lourenço, na aparência era um homem normal e singular. Bem falante, simpático, educado e improvisador eram atributos marcantes naquele homem. Falava muito e fazia pouco!. Mas sonhos não lhe faltavam. Tinha sempre em mente um projecto que o levaria longe!. Dizia-se que foi o homem que mais profissões tentou, sem acertar em nenhuma. E é isto o interessante da sua vida!... Era conhecido por sonhador – Lourenço sonhador – para ser mais preciso. Lembro-me dele, já na fase final da sua vida, como vendedor de cautelas. Lembro-me de algumas histórias que se contavam acerca dele, que vou tentar reproduzir: Antes da instrução primária, era uma criança normalíssima. O seu desenvolvimento foi o normal da época. Brincava com as crianças da sua idade e não se viam diferenças dignas de realce. Os outros miúdos gostavam dele. Era alegre divertido e empreendedor nas brincadeiras. Nunca fez distinções. Tratava todos de igual para igual o que lhe valeu a amizade colectiva e incondicionada. Não é de admirar. Afinal, ainda, eram crianças sem preconceitos. Já na escola, apareceram os primeiros indícios de personalidade fora da gama!. Era esperto e inteligente!. Aprendia tudo!. Só que não estudava. Fez os quatro anos de escolaridade obrigatória sem comprar um único livro. Fez o exame da quarta classe com o que aprendeu nas aulas. O professor Paulo, muito cedo se apercebeu do potencial do rapaz, e aconselhou-o para o melhor: - Lourenço, estuda que podes ir longe!. Sei que não tens posses para ir para o Liceu, mas há instituições que te podem acolher e aí fazeres um curso. – Dizia-lhe com frequência. - Que instituições? – Perguntava. – O Seminário, os Pupilos do Exército, a Casa do Gaiato ou a Casa Pia!. São instituições adequadas á tua situação. Grandes homens que fizeram história passaram por lá!. - Vou pensar nisso!. – Respondia. Claro, que só pensava naquela altura. A partir dali nunca mais se lembrava. Terminou a instrução primária à tira, anulando de imediato qualquer possibilidade de continuação!... Aos doze anos iniciou a fase profissional da sua vida. Começou numa quinta, como ajudante de hortelão. Mostrou interesse e aplicou-se. O mestre acreditou que tinha ali um aprendiz capaz e continuador da sua bela profissão. Erro. Ao fim de algum tempo, começou a saturar-se daquilo. Gostava de falar com pessoas e conviver. Viver numa quinta, era demasiado monótono – dizia ele. - Ao fim de um ano abandonou. Conseguiu convencer um marceneiro a ensinar-lhe a profissão. Começou bem!.. Lidava bem com a madeira e aparentava vontade de aprender. O patrão estava orgulhoso. Dar a mão a Lourenço era uma dádiva naquela aldeia. Quem o fizesse era quase como um herói. O sr. Camilo – assim se chamava o marceneiro – não escondeu nenhum segredo da profissão. Explicou!... Mostrou!... Exemplificou!... Enfim. Quis fazer dele um profissional. E, de facto, Lourenço ia muito bem!. O que fazia, fazia bem!.... Já fazia encalhes e asa de andorinha com perfeição!. Inesperadamente, sem que ninguém esperasse, e muito menos o sr. Camilo, Lourenço demitiu-se!... Alegou que o pó da madeira lhe fazia mal à saúde. Camilo ainda tentou dissuadi-lo da ideia ……… sem êxito!... Quis ser mecânico de automóveis. Com uma “cunha” conseguiu entrar numa oficina. Só esteve três meses!.. Pensava que como aprendiz, começava logo a mexer nos automóveis!. Mas não!. Lavar peças, arrumar a ferramenta e limpar a oficina eram as tarefas iniciais dos aprendizes, e ele não era excepção!. Não gostou!.. Alegou que não se dava bem com o cheiro do gasóleo e desistiu!... Ser electricista, foi o sonho seguinte. Um conterrâneo, profissional, admitiu-o como ajudante. Este, conhecendo as tentativas anteriores de Lourenço, não acreditou que resultasse. Mas, como não tinha nada a perder, deu-lhe a oportunidade!. Para sua surpresa, o rapaz indiciou interesse!... O facto de a profissão exigir muitas deslocações, entusiasmou-o. Não gostava de estar muito tempo no mesmo sítio!. Além disto, os mecanismos eléctricos cativaram a sua atenção. Em dois anos aprendeu a profissão. Para exercê-la necessitava da carteira profissional. Para a conseguir era necessário candidatar-se e fazer um exame teórico. E, aqui é que Lourenço roeu a corda!. Candidatou-se mas não foi fazer o exame!... Nesta situação não podia exercer por conta própria!. Assim, entre trabalhar por conta de outrem ou abandonar, preferiu abandonar!... Aos vinte anos foi cumprir o serviço militar. Não gostou. A subjugação à disciplina do RDM não era do seu feitio. Gostava de liberdade!. Um ano naquela situação foi uma eternidade. Saiu como entrou, sem medalhas, louvores ou castigos. Já na disponibilidade, dizia. – A minha vida vai mudar. Vou arranjar um emprego e dedicar-me a cem por cento!. – poucos acreditaram!. – Lá está ele!... – Comentavam. Imigrou para Lisboa. A decisão foi repentina. Ninguém soube quem o ajudou!. Mas alguém foi!. Alguém alvitrou, ter sido um conterrâneo há muito tempo estabelecido na capital, na área da restauração, e que tinha estado na aldeia havia pouco tempo. Não esquecer, que ele era cativante nas conversas e conseguia convencer!. O Zé Maria caiu!. Provavelmente foi o que aconteceu! De facto em Lisboa foi na área da restauração que se iniciou. Empregado de mesa num restaurante de bairro. Sabe-se que passou por outros com mais notoriedade. Não é de admirar!. Com todos os defeitos que Lourenço pudesse ter, a verdade, é que, onde se metia saia-se muito bem. O problema estava na continuidade! Só se sentia bem onde não estava!. O que vinha a seguir era sempre melhor!... Emigrou para França. Não se sabe como!. Provavelmente como tantos outros. A salto! Era assim nos anos sessenta. Por lá trabalhou em tudo: Ajudante de pedreiro, Electricista e Restauração. Na restauração foi onde mais tempo esteve. Percorreu praticamente todo o país. Não era difícil arranjar trabalho nesta área e ele aproveitou bem!. Regressou como emigrou!. Pobre!. O que ganhava era para sobreviver!. A sua ambição não ia além disto!... Quando regressou de França, reiniciou por Lisboa. Foi lá que ficaram os últimos contactos!. Parece que manteve sempre as instalações onde habitava antes de emigrar!. Como falava bem Francês, arranjou emprego num hotel, como recepcionista!. Ganhava razoavelmente e foi o emprego que mais tempo manteve. Um piropo, inadvertido, a uma cliente, valeu-lhe o despedimento!... Regressou ás origens com sessenta e cinco anos. Cheio de projectos!. Na sua teoria tinha um futuro pela frente!. As pessoas ouviam, e à socapa sorriam!. Outros gozavam. – Agora é que vai ser!.. Ainda vais chegar a Presidente da República!... – Rematavam em gargalhada. – E curiosamente na sua simplicidade, associava-se ás risadas. Até parecia que entrava na reinação!... Nunca casou. Não se sabe dos seus envolvimentos amorosos. Se os teve, nunca falou deles!... Conhecendo a sua natureza leviana e a idade com que regressou á sua terra natal, era mais que evidente que os projectos que apregoava, não passavam de teoria. De facto, por mais tentativas que tenha feito, conseguiu uma ocupação como vendedor de cautelas. Ganhava pelo número que vendia e não se saía mal!... Fazia a sua vida sem sobrecarregar ninguém. Antes pelo contrário!. Quando tocava a pagar rodadas de bebida em tabernas, ele era o primeiro e por vezes bisava. Houve, até, quem se aproveitasse disso. Nasceu pobre e morreu pobre. A sua conduta natural foram o contributo para a sua definição de vida. Do pouco que conheci dele, não me pareceu uma pessoa infeliz. Não houve rumores de que tenha ofendido ou molestado alguém!. Dívidas, parece que nunca as teve!. Se as teve, pagou!... Quando morreu, teve um funeral digno. Para surpresa geral, o Lourenço encomendou-o em vida. O pároco da freguesia foi o fiel depositário. Pagou todas as despesas, antecipadamente, e testamentou que os seus precários haveres vertessem para a Santa Casa da Misericórdia. O Lourenço, tinha a cabeça leve!... É verdade!... Mas viveu a sua vida como um senhor!... É recordado com alguma admiração!... Passados quarenta anos da sua morte, ainda se fala do Lourenço sonhador, como se fala do Padre Inácio!... Penso, que nunca será esquecido!...

publicado por jcm-pq às 10:21
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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

O Poeta Anónimo

Quando andamos por aí, encontramos uma enorme diversidade de pessoas!. Altas, baixas, magras, gordas, sisudas, risonhas, simpáticas, antipáticas, bem vestidas, mal vestidas, sós, acompanhadas ou em grupos!. Em qualquer das situações não sabemos quem são, o que são, o que pensam e, muito menos, o que lhes vai na alma! Podemos imaginar, pela sua maneira, aspecto e comportamento, e, ás vezes, até ficamos muito próximos. Mas, há casos em que ficamos muito, mas mesmo, muito longe. Acontece, quando julgamos pelas aparências!... Há dias, em Castelo Branco, aconteceu algo, inesperado, que me deixou perplexo e a pensar!... Com a minha mulher, entramos na charcutaria em que habitualmente fazemos as compras da especialidade. Á nossa frente, entrou um homem. O seu aspecto não era de dar nas vistas. Não vestia bem nem mal mas apresentava-se limpo. Se estivesse voltado para a análise, classificava-o como uma pessoa simples, com pouco cultura, inofensivo, solitário e sobretudo tímido. O Sr. Manuel – como lhe chamou a senhora da charcutaria – demorou um pouco a recolher das prateleiras o que necessitava. Não aparentava pressa!. Entretanto, a senhora, que já nos conhecia, deu-nos atenção e começou a aviar-nos. Estava a meio, quando o sr. Manuel se aproximou para pagar. Não trazia muitos artigos!... Dona Guilhermina, tome aí nota que eu já lhe pago – Disse ele. – Está bem. – Disse ela. – Pode interromper e fazer a conta, que o sr. entrou primeiro. – Dissemos nós. - Sr. Manuel, venha cá, que os senhores não se importam que passe á frente!. Chamou, ao mesmo tempo que pegava na caneta. Inesperadamente, o sr, Manuel disse: - Enquanto faz a conta aproveito para dizer um versos a estes senhores!... Sem dizer nada, ficamos a olhar para o homem, a ver o que saía dali. Eu, confesso, fiquei um pouco desconfiado!... - Não sei ler nem escrever, mas faço versos com muita facilidade, querem ouvir? Sem dar tempo a responder, lá vieram os primeiros, alusivos, exactamente, ao seu analfabetismo. - Fiquei viúvo há dez anos e fiz uns versos á minha santa esposa. – Continuou sem dar tempo a comentar os primeiros!. Ao fim destes ainda dissemos que devia deixar escrever ou gravar versos tão bonitos. Abanou a cabeça, em sentido negativo e continuou. Durante um quarto de hora, que mais pareceram dois minutos, e sem direito a comentários, o sr. Manuel não parou de versar!... - Até á próxima, meus amigos!. – Disse, e saiu da loja. Inesperadamente começou e inesperadamente terminou, sem esperar por um elogio ou comentário. Eram versos lindos!... Profundos!... Alguns, até arrepiavam!... Fiquei sem saber se eram espontâneos ou memorizados!... De qualquer das formas, estava perante um poeta do povo, simples e natural!... Um poeta anónimo!... – Quem diria!... Pensei eu. De facto, quem não o conhecer, não faz ideia da sua capacidade e sensibilidade. Acho que ele próprio não faz ideia da riqueza que contém!. É pena perdê-la. Seria bom imortalizá-la, tal como aconteceu com António Aleixo. Mas, é pouco provável!... Segundo a dona Guilhermina, ele não dá hipótese. – Não quero - afirma com determinação, quando confrontado. Porquê?. Não se sabe!... Foi um momento bom!... Único!... Que bom encontro tivemos!... Que momento de felicidade, aquele homem nos ofereceu!... Obrigado Sr. Manuel!...

publicado por jcm-pq às 18:07
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Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Mundial (foi-se)

Não tenho conhecimentos de futebol que me permitam ajuizar correctamente sobre tácticas, técnicas e outras valências afins. Isto é, não sei discutir futebol!. Já tentei trocar impressões com entendidos, ou pelo menos assim parecem, e fiquei na mesma!. Têm sempre argumentação para defender o seu clube ou ídolo: O clube é o melhor de todos!. Quando perde, a culpa é dos árbitros; o ídolo é sempre o melhor jogador em campo! Se não marca é devido ao excesso de marcação do adversário, mas liberta outros!. Como não tenho contra argumentação para rebater, desisti!. Vejo os jogos que me agradam e comento com os meus botões!.

Este texto é uma excepção!. Fi-lo, porque, com mágoa minha, fomos, ontem, eliminados do mundial e fiquei com dois “ruídos” na cabeça que me fazem confusão:

Primeiro: A selecção é composta por um leque de bons jogadores. Quase todos jogam em grandes clubes europeus e há noticia de que são uma mais valia para esses clubes!. Marcam golos e assistem nas marcações!. Mas, pelo que me apercebi, as grandes figuras da selecção, neste mundial, foram o Eduardo, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Tiago e Bruno Alves!. Claro que os outros também jogaram!. Senão, nem aos oitavos chegávamos!. Lembro o jogo com a Coreia do Norte!. Mas, na verdade não vi que brilhassem como brilham nos clubes onde jogam!!!.

Segundo: Temos na selecção o melhor jogador do mundo – O Cristiano Ronaldo. Jogou no Manchester e joga, actualmente, no Real Madrid: Em qualquer destes clubes marcou e marca, esplêndidos, golos; assistiu e assiste em, extraordinárias, marcações de colegas; é visível, quer em lances de bola parada, quer em movimentações rápidas. Mas, na selecção além da troca de galhardetes e do jogo com a Coreia, onde é que esteve o Cristiano Ronaldo do Manchester; O Cristiano Ronaldo do Real Madrid; ou melhor, onde esteve o melhor jogador do mundo???!!!.

Se neste momento, não tivesse estes “ruídos” na cabeça, provavelmente estaríamos na final!!!.

 

 

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 18:46
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Sábado, 26 de Junho de 2010

O São João no Porto

O S. João, um dos mais popularizados Santos, é festejado no Porto com toda a pompa e circunstância, mantendo a tradição que já vem de séculos. Segundo Hélder Pacheco, pesquisador das memórias populares tripeiras, o cronista Fernão Lopes já mencionava o S. João nas crónicas de D. João I.

Os festejos, de cariz popular, são preparados de forma discreta ao longo do dia. O início, propriamente dito, dá-se a seguir ao, tradicional, jantar de sardinhas assadas acompanhadas por boas saladas e vinho tinto ou verde. Terminado o jantar, os grupos de amigos reúnem-se nos locais, previamente, programados para darem início ás rusgas. O circuito tradicional, obrigatório, das rusgas é bastante longo: Fontainhas, Rua Alexandre Herculano, Praça da Batalha, Rua de Santa Catarina, Rua Formosa, Rua Sá da Bandeira, Rua Passos Manuel, Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados. O percurso junta milhares de pessoas, munidas de martelinhos de plástico, que se movimentam agilmente, dando pancadinhas com o respectivo martelinho, nas cabeças daqueles com quem se cruzam. Antigamente, em vez dos martelinhos havia alhos porros e molhos de cidreira. Daí, o cheiro característico que se fazia sentir na cidade. Os bairros circunscritos na área das festas, organizam bailes que duram até altas horas da madrugada.

Nos dias de hoje, o S. João espalhou-se pela cidade e arredores. É festejado em discotecas, pubs e restaurantes. Tornou-se mais selectivo e cosmopolita. Perdeu um pouco a graça e a virtude de festa onde ricos e pobres conviviam uma noite de inteira fraternidade. As pancadinhas eram e são dadas indiscriminadamente sem olhar a status sociais e ninguém se zanga ou melindra. No entanto muita da tradição ainda se mantém: Os manjericos, as tendas das fogaças, as farturas, as barracas da sardinha assada; o lançamento de balões ao longo da noite e o fogo de artificio á meia noite.

A descrição fica muito aquém da realidade. Só ao vivo se pode apreciar tal beleza. É um festa sem igual no país. Quem puder deve assistir, nem que seja só uma vez, e garanto que não se vai arrepender!... Viva o São João.

 

 

Nota: Pesquisa diversa não identificada.

 

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 17:34
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

As Noivas de Santo António

 

A fama, casamenteira, de Santo António já vem de longe. O facto ou os factos que originaram esta fama, acho que ninguém sabe. Contam-se muitas histórias e contos de como começou, mas não há certezas!...

Um conto que conheço, relativo á fama, até tem alguma piada!.. O gesto que podia ter provocado um acidente, deu em casamento!... Foi assim: Uma bonita jovem donzela, com idade casadoira, esperava há muito que um noivo a procurasse. Esperou!.. Esperou!... e nada. Já farta de tanto esperar, arranjou uma estatua de Santo António, o padroeiro da sua terra. Num canto do quarto, fez um altar onde expôs, num pequeno pedestal, o Santo. Acendeu uma lamparina, de azeite, que procurou manter acesa dia e noite. Todos dias, ao deitar, ajoelhava frente ao santo e orava para que lhe arranjasse um namorado!... Se não houver um mancebo novo, contento-me com um velhote, desde que não ande de muletas!... Rogava na sua oração!... Repetiu o ritual durante semanas, meses, anos … e nada aconteceu!.

Certa manhã, em vez de orar, lamentou a ingratidão do Santo. – Tanto azeite gasto!... Tanta oração!... Deves estar surdo!... Eu, que nem sou esquisita, não mereço que não me ouças!... – Desvairada, pegou no Santo e atirou-o pela janela, no momento em que sua mãe entrava no quarto, atraída pelas lamentações!... – Blasfemaste e cometeste um ultraje. Valha-te Santo António, filha!... – Repreendeu a mãe, benzendo-se.

Passava na rua, um jovem cavaleiro, bonito e alegre, que levou com a imagem do Santo na cabeça!... Se não fosse o capacete, teria sido derrubado do cavalo, provavelmente, com um valente “galo”. Com cortesia, desmontou, pegou na estátua, que por milagre ficou intacta, e subiu as escadas exteriores da casa para devolver a imagem. Quem abriu a porta, por notável coincidência, foi a donzela. Perante a beleza da rapariga, o jovem cavaleiro apaixonou-se e passado pouco tempo casaram. … Milagre de Santo António!...

Os jogos também fazem parte da fama .

Em tempos idos, por brincadeira, as raparigas em idade de casar e sem noivo, faziam dois jogos com Santo António. Ambos na véspera do dia do Santo:

Um consistia em encher um alguidar com água e meter dentro, enrolados, como sendo rifas, papelinhos com os nomes daqueles com quem gostariam de casar. Á noite colocavam o alguidar debaixo da cama. No dia seguinte o papel que estivesse mais desenrolado, revelava o nome daquele que iria ter como marido.

O outro, faziam três bolinhas de massa de pão, e introduziam numa delas um grão de pimenta. Uma bolinha punham debaixo do travesseiro; outra atrás da porta e a outra atiravam pela janela fora. No dia seguinte, viam onde estava a bolinha com o grão de pimenta. Se estivesse: debaixo do travesseiro, o casamento seria breve; detrás da porta, casariam tarde; se foi para rua, nunca casariam!...

Durante muito e muito tempo, os noivados de Santo António não passavam destes jogos ou preces para as mais crentes.

Entretanto as coisas mudaram. A comunicação social e o marketing, meteram-se no assunto e aproveitando a fama do Santo, deram-lhe uma notoriedade diferente.

Todos sabemos que o mês de Junho é o mês dos Santos Populares. Santo António, S. João e S. Pedro são os mais popularizados. Os festejos fazem-se por todo o lado. A magia do acontecimento, o cheiro a manjerico e alfazema, o fumo das fogueira e o cheiro a rosmaninho são a imagem de marca. O nosso país mantém a tradição!... e ainda bem!... espero que não morra!...

Por volta dos anos 50, o Diário Popular e os comerciantes Lisboetas, tomaram a iniciativa de patrocinar casamentos de casais com dificuldades económicas, que presenteavam com enxoval e equipamentos domésticos. O padrinho, comum a todos os casais, era Santo António e o dia escolhido para a cerimónia foi o dia do Santo. O 13 de Junho. E assim nasceram as Noivas de Santo António tal como as conhecemos hoje.

A acção teve tanta aceitação popular, que a Câmara Municipal de Lisboa, desde logo apoiou o projecto. A projecção foi tal, que o acontecimento se tornou incontornável e passou a fazer parte das festas populares da cidade.

A tradição foi interrompida em 1974. Mas, em 1997, unilateralmente, a Câmara recomeçou a patrocinar o projecto, integrando-o no programa das festas.

Nota: Pesquisa diversa não identificada.

Jcm-pq

publicado por jcm-pq às 12:53
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Domingo, 13 de Junho de 2010

Sou "vicio" dependente!...

 

- Sou “vicio”dependente!. … É verdade!. – Reafirmei, perante o sorriso enigmático e trocista da Clara, do Ricardo, da Ana, da Cláudia, do Nóbrega, do Carlos ……… e dos outros, amigos, que não estão presentes, mas que reagiram do mesmo modo, perante a minha confissão!...

- Não acreditam?. Mas, podem acreditar que é verdade!. Sou “vicio”dependente!... Não sou maluco!... Sou “vicio”dependente assumido!...

Ah!... mesmo assim continuam a rir?... Então vejam se tenho ou não tenho razão!:

No Domingo passado, pelo fim da tarde, comecei a sentir-me, um pouco indisposto. Sentia-me enfartado e com dores musculares nas pernas e nos braços. No inicio da noite, a dona diarreia fez o chek in e instalou-se por quatro dias. A Segunda Feira foi terrível. Não saí da cama com febre. Provavelmente graças à dieta auto-imposta, na Quarta Feira já estava melhor. É verdade!. Foram dois dias a papinha de farinha de trigo, torradinhas e cházinho. Café e álcool, nem cheirá-lo!.

Na Quinta Feira, já com outro alento, aliviei um pouco a dieta. À cautela continuei sem café e álcool. Já sem diarreia e com algum apetite, parecia que a recuperação ia ser fácil e rápida!. Mas, não foi. Instalou-se uma dor de cabeça como ainda não tinha sentido até então!. Antes, as raras que apareciam, curava-as com um copo de água. Esta, acalmava um pouco com recurso à aspirina, mas logo que passava o efeito, voltava em força. Passei duas noites quase em branco. Os dias vá que não vá, mas também foram difíceis!.

No Sábado de manhã, um pouco zonzo, após o pequeno almoço de papa de aveia e quase sem saber o que fazia, tomei um café!. Ao fim arrependi-me!. Mas, já estava!.

Milagre!... Sem mais nem menos ao fim de um quarto de hora, a dor de cabeça começou a abrandar e desapareceu ao fim de meia hora. Nem parecia o mesmo Zé!. Ao almoço já bebi vinho (um copo) e terminei com outro café!. Fiquei bem!. Bem disposto e sem dores!. Até parece que me passou uma esponja, encharcada de detergente, na cabeça e limpou tudo!...

Conclusão: As dores de cabeça eram provocadas pela falta de café (cafeína) e, talvez, do álcool!.

Sabemos que ao álcool e à cafeína são atribuídas propriedades estimulantes e antinevrálgicas e bebidos com regularidade criam dependência. Assim sendo, eu já estou dependente!....

- Então? E agora já acreditam?. Como vêm é verdade!. Sou “vicio”dependente assumido!... Assumidíssimo e Inveterado!...

ABENÇOADA BICA!...


 

publicado por jcm-pq às 17:31
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Comportamento

Entrei no Jumbo de Faro para fazer compras. Passei pela área de livros e publicações e dei uma olhada ás capas das revistas expostas.
De repente ouvi a seguinte frase: “ F..., se eu tivesse este body, mandava à M… o C… da escola”.
Uma frase tão curta e três palavrões. Se estivesse no Norte, não me admirava, mas ali até parece que tinha ouvido mal. O tom de voz, não foi alto, mas ouviu-se bem num raio de três metros. Olhei, e vi duas jovens que não tinham mais de 15 anos. Nem sei qual delas foi a autora. Ao aperceberem-se que eu tinha ouvido, deram uma gargalhada e seguiram para a secção dos discos.
A observação foi feita á capa de uma revista que mostrava os atributos físicos dum modelo fotográfico de que nem sei o nome.
No momento nem sei se fiquei chocado ou indignado. Disse para mim próprio: tem calma Zé, não te enerves, não tens nada a ver com isso as boas ou as más acções só ficam bem ou mal a quem as pratica.
Acalmei, mas não deixei de pensar no sucedido. Ao princípio achei, as gaiatas do piorio, mal educadas, provocadoras e pensei que comportamentos assim é que fazem a sociedade que temos. Pensei melhor e concluí: que podem até ser mal educadas, mas não são do piorio nem são provocadoras, podem é ser vítimas das falhas existentes no ciclo da educação.

Os palavrões, impressionam pelo facto de serem ditos em local público, por duas crianças e sobretudo com o à vontade em que foram proferidos. Penso que isto é um problema de educação que pode ser visto a três níveis: na escola, em casa e na sociedade.

A missão básica da escola é ensinar e educar. É na escola que os jovens iniciam a sua convivência em sociedade. Como não podia deixar de ser, nesta convivência aprende-se tudo. O bem e o mal. Dentro do que é possível, os professores, orientam, de forma colectiva, para o melhor caminho a seguir. Admitamos que não será fácil conseguir o óptimo da perfeição em comportamento lidando com um colectivo, por vezes bastante vasto de jovens. Alguns escapam. Portanto há falhas.
Do meu ponto de vista, estas falhas, devem ser supridas em casa. Os pais são os responsáveis pelo comportamento dos filhos. Um comportamento exemplar dos pais é meio caminho andado, já que os filhos têm tendência em os imitar. Mas, em vez disto, tenho a certeza que muitos jovens, actualmente, aprendem com os próprios pais condutas de mau comportamento, imitando-os. Já tenho ouvido pais chamar os filhos em termos impróprios, como: “vem cá ó filho da P…..”e utilizando estes termos dizem que são “prá frentex…..”. Com uma educação assim, é impossível educar. Também aqui há falhas.
Não posso esquecer o meio de convivência. Este passa à margem da escola e dos pais. Os jovens uns com os outros pensam que o meio de se afirmarem é com atitudes de choque, não importa o sentido. Dizer palavrões em público, é um meio de chamar a atenção sobre si próprios.
Para as jovens em questão, se calhar, foi natural dizerem o que disseram. Para elas é o meio de se afirmarem, de se tornarem crescidas, adultas, etc… Podem ser vítimas das falhas que apontei no ciclo da educação e do ambiente em que vivem. Em suma são vítimas da sociedade.

Pensei também no sentido da frase.
Tendo em conta o conteúdo da revista: “revista para homens”, deduzo que a jovem pensou ou pensa, que se tivesse um corpo como aquele, não precisaria de mais nada para viver.
Se a dedução estiver certa, é pena ver, como jovens daquela idade, já pensam na maneira fácil de ganhar dinheiro.
Esta forma de pensar, pode ser uma consequência da educação deficiente que teve ou dos próprios média que massacram a sociedade, exibindo, sobretudo em revistas, padrões de beleza física que, indirectamente, descriminam negativamente quem está fora dele, omitindo outros padrões de beleza interior ou qualidades interessantes e valorosas. Este processo faz com que os jovens só vejam os seus “defeitos” físicos e não as suas qualidades.

Como mudar isto? Não sei!….

Descrevi e analisei desta forma a situação que presenciei e me chocou. Fico melhor comigo próprio, desabafando no papel aquilo que penso e sinto.
Partilho com os amigos, na perspectiva de que lhes pode ser útil o meu ponto de vista e de me ficarem a conhecer melhor.

Jcm-pq
 

publicado por jcm-pq às 16:49
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Sábado, 27 de Junho de 2009

Amizade

A maneira mais fácil de ter amigos é ser amigo. È uma verdade, que tem tanto de incontestável como de dificuldade em validar. É fácil dizer que somos amigos, que temos amigos, que fazemos tudo pelos amigos e que é bom ter amigos!... Difícil é ser-se amigo. Podemos até pensar que somos amigos de alguém e na verdade não sermos tanto quanto julgamos.
A amizade valida-se pelo que se sente e não pelo que se diz ou, em algumas situações, faz. A validação cabe a cada um fazê-la. Só nós sabemos o que sentimos pelos outros. A sinceridade é a base. O convívio é o meio, mais eficaz, de verificarmos a sinceridade daqueles que dizem ser nossos amigos. Não é preciso dizer “sou amigo”. A amizade sente-se nos dois sentidos.
Há muitos indicadores que permitem validar a amizade sentida e que, certamente, diferem de indivíduo para indivíduo, consoante a sua personalidade, formação, maneira de ser, etc… Cada um é que sabe ou escolhe o seu indicador chave.
Os meus indicadores chave são o contentamento e a tristeza. Se a algo de bom ou mau que acontece a um amigo lhe associar os respectivos indicadores, sinto que sou amigo, se ficar indiferente, acho que não.
Esta semana a minha amiga AC, abriu o seu escritório de Advogada. É o princípio da sua actividade profissional. Sinceramente fiquei contente. Fiz as minhas preces, com toda a fé que me é possível, no sentido de tudo lhe correr tal como ela deseja. Enviei-lhe um mail de encorajamento, que passo transcrever:
“Na próxima Quarta Feira, dia 1 de Julho, sem eufemérides a recordar, que eu conheça, até parece um dia normal!. Parece! Mas não é. Para mim, é um dia, em que uma amiga, muito querida, ganha mais uma etapa dum plano (plano B) na organização da sua vida, o que acho óptimo. Para ti, a vencedora dessa etapa, é o dia de abertura do teu escritório, do teu espaço, e marca o início de outra etapa, muito importante, a percorrer no futuro, exercer Advocacia por conta própria, que espero seja suspensa num curto/médio prazo, quando fizeres o CEJ.
Portanto é um dia a recordar para sempre.
Admiro a tua coragem e determinação. A tua motivação supera todos os obstáculos; és uma pessoa, que não apregoa o que vai fazer! Faz mesmo!. Isto é uma característica de pessoas com cariz profissional, que sabem o que querem; de pessoas lutadoras e vencedoras; de pessoas de ideias fixas; de pessoas que lutam pela realização dos seus sonhos. É uma característica que aprecio com agrado.
Que inicies em boa hora; que os resultados, sejam tão grandes quanto a tua vontade e dedicação; que obtenhas o sucesso desejado. Desejo-to do coração. Com a ajuda de Deus vais conseguir. Tu mereces.
Estou feliz e contente, por ti!.”
Fi-lo com toda a sinceridade. O que disse é sentido. Sou amigo dela. Disso tenho a certeza.
Espero que todos aqueles que ela considera como amigos, o sejam. Se não forem, muito rapidamente ela se vai aperceber. Porque nestas alturas aparecem normalmente indicadores de inveja, cinismo e gozo. Nestas alturas e com estes acontecimentos, os amigos mostram-se e sentem-se.


Jcm-pq
 

publicado por jcm-pq às 16:27
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